Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2015
O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) está disposto a fazer delação premiada e a entregar nomes de outros políticos que teriam participação em esquema de corrupção, envolvendo desvios de recursos públicos.
Ex-presidente do PP e parlamentar por várias legislaturas, Corrêa iniciou conversações com investigadores e, se houver acordo, colaborará com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Políticos e senadores têm privilégio de foro e só poderão ser processados no STF (Supremo Tribunal Federal).
Uma fonte com acesso ao caso comentou que Corrêa viveu a rotina do Congresso por 30 anos, se tornando uma espécie de caixa-preta ambulante. Ele teve mandato cassado em 2006, e foi condenado pelo STF a sete anos e dois meses de prisão no processo do mensalão, em 2013, por receber dinheiro em troca de apoio político na Casa ao governo do então presidente Lula.
Pelo que sinalizou em conversas informais, o ex-presidente do PP concordou em delatar tudo o que sabe sobre políticos de Brasília e em relação a vários partidos. A expectativa é que Corrêa divida informações que poderão ir além das três legendas partidárias apontadas pela investigação como as principais envolvidas e beneficiárias de propinas originadas na Petrobras: PT, PMDB e PP, responsáveis pelo loteamento das diretorias de Serviços, Internacional e de Abastecimento da petrolífera, respectivamente, segundo a acusação feita à Justiça.
Outras siglas cujos filiados são suspeitos de corrupção ainda não entraram no foco da Operação Lava-Jato. O deputado é réu por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na apuração federal com base em Curitiba (PR). Ele é acusado de receber dinheiro desviado da Petrobras, inclusive à vista, segundo o delator Rafael Angulo Lopez, carregador das malas de propinas do também entregador de informações, o doleiro Alberto Youssef, personagem-foco da investigação na estatal. (AG)
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