Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de abril de 2017
O ex-executivo Alexandrino Alencar contou em sua delação premiada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à Odebrecht para ajudar seu filho Luís Cláudio a criar uma liga nacional de futebol americano. Alexandrino disse que a empreiteira pagou R$ 630 mil, ao longo de dois anos, a uma empresa de marketing que assessorou o projeto “Touchdown”, idealizado pelo filho de Lula.
O ex-diretor afirmou que o pedido de ajuda a Luís Cláudio foi feito pelo ex-presidente a Emílio Odebrecht, já que a empresa se queixava de dificuldades na interlocução com a ex-presidente Dilma Rousseff. A ajuda ao filho de Lula seria uma contrapartida. O delator relatou que chegou a participar de uma reunião no Instituto Lula, na qual o ex-presidente o apresentou a Luís Cláudio
“Ele [Lula] queria que a gente fizesse um coaching com o rapaz [Luís Cláudio]. Eu fui encarregado disso. Percebi que precisava de assessoria jurídica, contábil e de marketing e busquei os três apoios.” Segundo o delator, o combinado era que o filho de Lula teria apoio por dois anos para depois “voar sozinho”. Contudo, o projeto se arrastava. “O compromisso com o presidente foi de dois anos. Só que ele se atrapalhava. Acabamos ficando mais um ano. Soube faz pouco que ele desistiu do projeto.”
Mesada
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o diretor do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, disse que a empreiteira fez pagamentos mensais de R$ 5 mil a Frei Chico, irmão do ex-presidente Lula. Os pagamentos serão investigados pela força-tarefa em Curitiba por decisão do ministro Edson Fachin. “Sei que tinha um pagamento, mas que não era debitado a ele [Lula], mas feito a um irmão dele. Era feito mensalmente pela Odebrecht de R$ 5 mil.” (AG)
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