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| Ex-governador Tarso Genro muda-se para o Rio e passa a liderar frente de esquerda

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Cúpula da segurança pública gaúcha é praticamente a mesma do governo Tarso Genro (PT). (Foto: Lucas Uebel/ O Sul)

A entrada do ex-governador gaúcho Tarso Genro (PT) na política fluminense para criar uma frente de partidos de esquerda e centro-esquerda dará o tom do encontro que o PT do Rio de Janeiro realiza neste sábado (23). Chamada de “A saída é pela esquerda”, a frente é encabeçada por dois outros petistas – o senador Lindbergh Farias e o deputado Alessandro Molon – e espera reunir integrantes de partidos como o PSOL e o PCdoB.

Principal articulador da frente, Tarso vê sua proposta enfrentar resistências junto ao presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, que trabalha para aprovar resolução para manter a aliança do PT com o PMDB nas eleições municipais de 2016.
Qual é o objetivo do encontro de hoje?
— O encontro é convocado por lideranças do PT do Rio para discutir a conjuntura nacional e para avaliar a possibilidade de termos candidato próprio, no Rio.
Qual é a tônica da Frente?
— A visão que nos preside é mais crescimento econômico, mais distribuição de renda, taxas de juros menores, não ao financiamento empresarial das campanhas, e mais participação da cidadania nas grandes decisões públicas.
Por que o Rio de Janeiro?
— Entendo a importância do Estado e sobretudo a importância do arco político que se formou, no segundo turno, para eleger Dilma. Não sou líder de nenhum movimento, não sou uma liderança nacional, mas me permito dialogar com todos os setores da esquerda e do centro democrático e progressista, em busca de soluções para o meu país, como fiz ao longo da minha vida. Não sou candidato a nada, nem no Rio nem no Rio Grande.
Como o sr. vê as críticas de Quaquá à Frente?
— Encaro as críticas do presidente Quaquá como normais, pois o PT do Rio participa dos governos do PMDB, o que leva a relações de dependência política muito fortes. Isso não pode impedir que as pessoas discutam, defendam candidatura própria. Mas as críticas do presidente estão mal endereçadas. Eu não tenho liderança política no Rio, apenas sou um colaborador e debatedor de temas nacionais e regionais, dentro do partido, na academia, na sociedade civil. O que me preocupa é que estas críticas possam ser tomadas pela nossa militância – não por mim que sou “china velha”, como dizemos aqui no nosso Rio Grande – como uma vedação ao debate. Isso lembra o Maranhão, e não é nada bom. O partido lá terminou. Eu, atualmente, defendo que o PT no Rio tenha candidatura própria, mas nem sei se isso é a opinião de quem vai no debate.

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