Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2015
O maior escândalo de corrupção de toda a História da Fifa – com a prisão, na quarta-feira passada de sete dirigentes, entre eles o brasileiro e ex-presidente da CBF José Maria Marin – está servindo pelo menos para uma coisa muito positiva para o esporte brasileiro: a união de quatro ícones, Pelé, Zico, Ronaldo e Romário, que até ontem eram inimigos entre si, mas que hoje comungam da ideia de que é preciso sanear e moralizar o futebol brasileiro. A turma do bem já marcou o encontro de Ronaldo com Romário e articula o de Pelé com Zico para depois reunir, aí sim, os quatro craques. Enquanto isso, partidários do PT e do PSDB tentam explorar politicamente o escândalo, associando a figura de Marin às dos líderes destes dois partidos, espalhando pelas redes sociais fotos do ex-presidente da CBF cumprimentando Dilma, Aécio e Lula. Ora, nada mais natural que autoridades esportivas mantenham contatos institucionais com autoridades políticas.
Efeito dominó
A prisão do italiano Pasquale Scotti, nesta semana, em Recife, apontado como ex-chefe do braço armado da Nova Camorra pode derrubar outros chefões da máfia na Itália. “A prisão dele vai ser tão impactante quanto a do Tommaso Buscetta”, diz um procurador que acompanha o caso de perto. Scotti, que vivia escondido no Brasil há 29 anos, é acusado de envolvimento em 26 assassinatos.
Agora vai
Não tem esse projeto que a presidente Dilma enviou ontem para o Congresso, que cria o cadastro único, juntando identidade, título de eleitor e etc? Pois é, ele tramita há mais de uma década no Senado e é de autoria do ex-senador peemedebista Pedro Simon. A lei criando o cadastro único nacional é de 1997. Mas nunca foi aplicada.
Pedreira jurídica
O juiz da 10 Vara Federal de Brasília Ricardo Augusto Soares Leite é outro que tem reclamado do excesso de trabalho. Soares está à frente das três maiores operações da PF e do MPF em Brasília nos últimos anos: Zelotes, Choque e, a mais recente, Acrônimo. Como se não bastasse, o juiz oficia ainda em mais três mil processos. Em tom de brincadeira, Soares comenta que vai pedir tratamento isonômico com o do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, que tem se dedicado com exclusividade à Operação Lava-Jato.
“Coleguinha”
Preso na operação Acrônimo, Benedito Oliveira é amigo de outro personagem chave da campanha eleitoral de 2010, ligado ao PT. E que esteve no centro do escândalo dos “aloprados”.
Espelho meu
Relato de um ministro que encontra a presidente quase todo dia: com a economia em crise, o Congresso em armas e tudo mais, Dilma não cabe em si de contentamento com seu peso drasticamente reduzido. A ponto de, às vezes, parecer ao interlocutor meio distraída.
Garibaldi Alves roubou a cena na votação da MP da Previdência
Em discurso, disse que, se pudesse, jamais integraria a terceira idade e que não sabe como as pessoas dizem que essa é a melhor idade. Contou que costuma ser cercado por moças para fotos. “Fico feliz até a hora em que pergunto: para que essa fotografia? E elas: ‘Para a minha avó’”. Até Renan caiu na gargalhada.
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