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Política Ex-ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes prevê vitória da oposição nas eleições deste ano e diz que ascensão da direita é o “espírito do tempo”

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Em evento em Porto Alegre, ele também defendeu seu legado à frente da pasta no governo Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

Em seu retorno a um evento público depois de um período de submersão, o ex-ministro Paulo Guedes (Economia) previu que o baixo crescimento da economia vai ajudar a levar a oposição ao poder nas eleições.

“Quando você gasta mais, emite mais moeda, gera inflação, aumenta o juro, reduz o crescimento. O Brasil vai crescer menos e eleitoralmente isso vai empurrar para o outro lado”, disse ele em palestra na quinta-feira (9) no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, onde foi tratado como pop star por um público formado majoritariamente por jovens liberais.

Ele comparou a situação do Brasil à do Chile, na qual a direita se uniu no segundo turno da eleição presidencial e foi vitoriosa.

“No Chile, primeiro turno deu Boric 30% (referência à candidata apoiada pelo então presidente). No segundo turno, deu Boric 30%. Aqui vai acontecer igualzinho”, afirmou.

Foi o único comentário mais político dele em uma fala na qual fez digressões mais gerais sobre economia, contas públicas, desigualdade e geopolítica.

Ele defendeu também sua ação como ministro do governo Jair Bolsonaro, dizendo que entregou contas em dia.

“Quando a gente saiu (do governo, em 2022), a previsão de inflação para o ano seguinte era 3,2%. Ia acontecer superávit em 5.000 municípios, superávit no governo federal, nas estatais, para tudo que é lado”.

Segundo Guedes, se o governo Lula não tivesse posto tudo a perder com aumento de gastos, o Brasil estaria crescendo 5% ao ano.

Ao refletir sobre o momento da direita, ele diz que a aliança entre liberais na economia e conservadores na política e na cultura atende ao “espírito do tempo” em várias partes do mundo.

Inicialmente, disse, eram liberais no banco da frente e conservadores no de trás, mas hoje isso se inverteu. “O importante é os socialistas fora do caminhão”, disse, para aplausos ruidosos da plateia.

Cortejado pela direita, ele ainda não se comprometeu com nenhuma candidatura nas eleições presidenciais, embora a dedução lógica é que tenha mais proximidade com Flávio Bolsonaro (PL). Na palestra, disse que está dedicado apenas ao setor privado atualmente.

Antes de subir ao palco, no entanto, conversou amistosamente com três presidenciáveis presentes: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Aldo Rebelo (DC).

Apesar disso, o ex-ministro disse que não se furtava ao debate de ideias e demonstrou otimismo com o futuro do Brasil. “Nós não temos inimigo natural. Nosso problema somos nós mesmos”, afirmou. (Com informações da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo)

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