Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2021
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse à CPI da Covid, nesta quarta-feira (19), que saiu da pasta porque estava com a “missão cumprida”. Quando se despediu do ministério, em 24 de março de 2021, o Brasil alcançou 300 mil mortes por covid-19.
O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello não deveria mentir em seu depoimento e questionou o fato de ele ter dito que deixou o ministério com o sentimento de “missão cumprida”. Sua gestão à frente do Ministério foi marcada por alta nos casos e mortes pela covid-19.
“Tenha certeza que faltar com a verdade aqui vai ter consequências muito grandes. Faltar a verdade e tentar tangenciar as perguntas, não será bom para ninguém, nem para a CPI, nem para o senhor”, disse Omar.
O presidente da CPI apontou que o habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) lhe garantia o direito de ficar em silêncio e de não sair preso da CPI, mas não de mentir.
Ele também disse que, até agora, o País está perdendo “todas as batalhas” no combate ao coronavírus. “Missão cumprida? Eu acho que não houve missão cumprida. Nós perdemos todas as batalhas”, disse.
O presidente da CPI afirmou também que, em documento, o Ministério da Saúde reconheceu que soube da crise da falta de oxigênio em Manaus em 7 de janeiro, ou seja, três dias antes da afirmação do ex-ministro, que disse ter sido informado apenas no dia 10 daquele mês.
Antes disso, Pazuello voltou a afirmar que, em nenhum momento, cancelou a intenção de compra de CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan.
Adiamento
Testemunha desta quarta, Pazuello passou mal no intervalo da CPI da Covid e o depoimento do ex-ministro da Saúde foi adiado, informou o presidente da comissão do Senado, Omar Aziz.
“Suspendemos a sessão de hoje por conta do plenário do Senado. Ainda há 23 senadores inscritos. Voltaremos amanhã [quinta-feira, 20] às 9h30”, anunciou o senador no Twitter.
A sessão já estava suspensa em razão das votações no plenário do Senado, mas a previsão inicial era de que seria retomada ainda nesta quarta.
Segundo o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Pazuello teve um mal-estar, uma síndrome vasovagal, foi atendido de imediato e se recuperou.
O ex-ministro foi atendido pelo médico e senador Otto Alencar (PSD-BA). Em entrevista à CNN Brasil, Alencar afirmou que o ex-ministro “poderia continuar” a dar o depoimento. “Nós já fizemos o atendimento”, disse o senador e médico.
E acrescentou: “Ele estava muito pálido, tonto. Ele teve uma síndrome vasovagal. O sangue deixa muito o cérebro, perde a consciência, fica tonto e estava muito pálido e a pressão caiu também. Deitamos ele no sofá, o sangue refluiu para o cérebro, ele ficou corado, se recuperou, estava respirando muito bem, podia perfeitamente continuar a oitiva. Foi suspenso (o depoimento), mas não foi por nenhuma sequela”.
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