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Mundo Ex-piloto da Marinha dos Estados Unidos disse que tentou se aproximar de OVNI

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Nasa afirma que sabe como usar as ferramentas da ciência e dos dados para discernir o que pode estar acontecendo nos céus. (Foto: Reprodução)

O piloto aposentado da Marinha dos Estados Unidos, David Fravor, que afirma ter visto um dos OVNIs (objetos voadores não identificados) filmados em 2004, disse à rede de notícias norte-americana CNN em 2017 que o objeto estava se movendo de forma irregular. Os vídeos com os objetos voadores não identificados foram divulgados esta semana pelo Pentágono.

Quando tentei me aproximar dele, ele rapidamente acelerou para o sul e desapareceu em menos de dois segundos. Era como uma bola de pingue-pongue quicando em uma parede”, resumiu Fravor.

As gravações foram feitas por pilotos da Marinha dos Estados Unidos. Uma delas, com imagem em preto e branco, é de novembro de 2004 e os outros dois, de janeiro de 2015. Eles já circulavam na Internet há algum tempo, principalmente depois de terem sido publicados pelo jornal The New York Times.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos explicou em comunicado oficial que decidiu divulgá-los “para dissipar qualquer ideia falsa do público sobre a veracidade ou não das imagens transmitidas ou sobre saber se havia mais ou não”.

O fenômeno aéreo observado nos vídeos ainda é classificado como ‘não identificado’”, acrescentou o governo norte-americano.

Em um dos vídeos, pode-se ver como um objeto de forma alongada se move rapidamente e, alguns segundos depois de ser detectado pelos sensores da Marinha norte-americana, desaparece após aceleração repentina. Em outro, um objeto é visto acima das nuvens, e o piloto da Marinha é perguntado no áudio da cabine se é um drone.

Há um enxame (…) Meu Deus, todos estão contra um vento oeste de 120 nós”, diz seu parceiro de voo.

Em dezembro de 2017, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos reconheceu ter financiado até 2012 um programa secreto para investigar avistamentos de OVNIs.

Análise de Jonathan Marcus, especialista da BBC em defesa

O fascínio pelo inexplicável nunca se vai. E o fenômeno de óvnis talvez seja uma das mais fortes dessas histórias, ligando a incerteza sobre mundos além do nosso e teorias da conspiração sobre governos, principalmente o americano.

Ao longo de séculos, as pessoas olharam para o céu e tentaram explicar luzes e objetos misteriosos. Mas a narrativa moderna sobre óvnis tem raízes em 1947, quando um fazendeiro encontrou um objeto em Roswell, no Estado do Novo México, inicialmente descrito como um disco voador, mas depois atribuído a um programa secreto de balões para monitorar a União Soviética.

Depois, a base de testes para aeronaves avançadas, conhecida como Área 51, no Estado de Nevada, passou a ser apontado como suposto centro de estudos de óvnis. Foi ali que, segundo teorias da conspiração, o governo americano procurou explorar a avançada tecnologia alienígena.

Ao longo de anos, muitas dessas teorias foram refutadas. Mas em 2017, o Pentágono finalmente admitiu que manteve um longevo programa (hoje extinto) para estudar óvnis.

Hoje, a Marinha americana prefere chamar esses avistamentos inexplicados de “fenômenos aéreos não identificados”. Mas a mudança de termo não interfere na questão fundamental: nós estamos sozinhos no universo?

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