Terça-feira, 10 de março de 2026
Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2019
O ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro) Lélis Teixeira afirmou, em sua delação premiada, que a juíza Roseli Nalin, da 5ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, deu uma decisão favorável aos empresários de ônibus após ele ter pagado R$ 1,6 milhão ao ex-marido dela, por serviços advocatícios, e ter ouvido dele que a decisão dela seria favorável ao setor de ônibus. As informações são da coluna de Guilherme Amado, da revista Época.
À coluna, a juíza negou os fatos. Na delação, Teixeira afirmou que o fato ocorreu em junho de 2013, quando a Câmara do Rio de Janeiro instalou uma CPI para investigar o setor de ônibus e a oposição foi à Justiça alegando que a comissão estava dominada por parlamentares comprometidos com o setor de transportes.
A ação foi distribuída a Nalin, que havia sido casada com o advogado Carlos Antônio Navega, cujo escritório defendia empresas de ônibus.
Segundo Teixeira, Navega “havia se comprometido a obter decisão favorável ao setor” com Roseli, e “passou a levar seu filho, o advogado Bruno Navega, para as reuniões, todas na Fetranspor”.
A magistrada negou a liminar da oposição, e a CPI seguiu funcionando majoritariamente com vereadores ligados ao setor.
Após um novo pedido à Justiça, a oposição conseguiu suspender a CPI.
Nessa ação, Teixeira disse que o advogado Bruno Navega elaborou uma petição em nome do presidente da comissão.
“Navega recebeu R$ 1,6 milhão, em diversas parcelas, porém (Teixeira) não consegue precisar se era só por esse caso ou também por outros”, diz a delação.
Procurada, a juíza Roseli Nalin afirmou que “desconhece os fatos relatados pelo ex-presidente da Fetranspor e que, caso tenham ocorrido, não chegaram até ela”.
O advogado Carlos Antônio Navega morreu no fim de 2017.
Procurado, seu filho, Bruno Navega, negou o teor da delação de Teixeira: “Jamais estive na Fetranspor para tratar da CPI e nunca prestei serviços para a Rio Ônibus quando Lélis Teixeira era presidente da Fetranspor. Essa petição que eu fiz no processo foi até indeferida pela juíza. Não posso falar pelas coisas que meu pai tinha conversado. Eu mal tinha contato com a ex-mulher do meu pai”.
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