Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de junho de 2021
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está dizendo a seguidores que espera ser reintegrado ao poder na Casa Branca em agosto, de acordo com a repórter Maggie Haberman, do jornal The New York Times.
Haberman compartilhou a informação em resposta a Donie O’Sullivan, da CNN. Em um vídeo obtido pela jornalista, uma série de seguidores do QAnon (teoria da conspiração que afirma sem qualquer fundamento que Trump está travando uma guerra secreta contra os pedófilos adoradores de Satanás do alto escalão do governo, do mundo empresarial e da imprensa) elogiam um golpe de Estado ao estilo de Mianmar para substituir o presidente Joe Biden por Trump.
“Trump tem dito a várias pessoas com quem está em contato que espera ser reintegrado em agosto”, postou a repórter no Twitter, acrescentando entre parênteses: “Não, não é assim que funciona, mas estou simplesmente compartilhando as informações”.
Vários seguidores de Trump fizeram comentários semelhantes antes e durante a conferência dos defensores da QAnon que foi realizada em Dallas (Texas, EUA) no último fim de semana.
O ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump Michael Flynn (que se confessou culpado de mentir para investigações federais antes de ser perdoado) parecia argumentar em nome de um golpe. Sidney Powell também disse durante o evento que Trump deveria ser reintegrado como presidente. Ele alegou “fraude abjeta (nas urnas) e obtenção de um golpe nos Estados Unidos da América”.
Mike Lindell, fundador do MyPillow e grande anunciante do horário nobre da Fox News, insistiu durante um podcast com Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, na semana passada, que “Donald Trump estará de volta ao cargo em agosto”, prometendo abrir um processo que confirmará as “evidências de fraude eleitoral” durante as eleições de 2020.
Investigação criminal
Em maio deste ano, a Trump Organization, conglomerado de empresas da família do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, passou a ser alvo de uma investigação criminal, não apenas civil.
O anúncio foi feito pela procuradoria-geral do estado de Nova York. O conglomerado do ex-presidente dos EUA é investigado por suspeita de fraudes bancárias e em seguros e por evasão fiscal.
“Informamos à Trump Organization que nossa investigação sobre a organização não é mais puramente civil”, anunciou Fabien Levy, porta-voz da procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
“Agora estamos investigando ativamente a Trump Organization com bases criminais, juntamente com o promotor público de Manhattan”, afirmou a porta-voz.O conglomerado reúne as empresas de Trump, que vão de hotéis a campos de golfe. As informações são do jornal Extra e do portal de notícias G1.
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