Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi “esqueceu” filho em testamento

Compartilhe esta notícia:

Ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi morreu no mês passado aos 86 anos. (Foto: Reprodução)

Três documentos chegaram às mãos do tabelião Arrigo Roveda, em Milão, após a morte do magnata dos meios de comunicação e ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, em 12 de junho aos 86 anos. Dois deles, relativos ao testamento do megaempresário, eram de 2006 e 2020.

O terceiro era uma folha de papel timbrado, com o recado “Aos meus filhos” e datado de 19 de janeiro de 2022. De acordo com o jornal italiano “Corriere della Sera”, trata-se de uma carta de Berlusconi sobre o seu legado, enquanto ia ao hospital San Raffaele, depois do diagnóstico de leucemia.

“Querida Marina, Pier Silvio, Barbara e Eleonora, estou indo para San Raffaele. Se eu não voltar, por favor, tomem nota do seguinte”, escreveu o magnata, para indicar o desejo de deixar parte da herança para a mulher, Marta Fascina, e o amigo e sócio Marcello Dell’Utri. “Muito amor para todos vocês. Seu pai”, assinou, ao fim da mensagem.

Jornais italianos destacaram o fato de, na carta, Berlusconi ter esquecido Luigi Berlusconi, de 34 anos, um dos três frutos do segundo casamento do empresário, com Veronica Lario. O Berlusconi caçula nasceu na Suíça, se formou em Economia na Universidade Bocconi e se especializou no ramo das finanças. No momento, o empresário atua no setor imobiliário e no ramo das startups.

Caso o documento fosse o testamento, Luigi estaria excluído da herança. No entanto, o caçula foi contemplado no documento de 2006, em que o ex-premier detalha a divisão do patrimônio. Na carta com o filho “esquecido”, Berlusconi confirma as disposições do documento de 2006.

Berlusconi deixou 100 milhões de euros (R$ 527 milhões) à sua última mulher, Marta Fascina, de 33 anos, de acordo com seu testamento, aberto ao público nesta quinta-feira.

Fascina, a quem Berlusconi chamava de “minha esposa”, embora não fossem casados, também é deputada do partido Forza Italia, fundado pelo bilionário.

A sua mais recente companheira se beneficiou de um legado importante, mas modesto, dado o montante do espólio do empresário, estimado pela Forbes em 6,4 bilhões de euros (R$ 33 bilhões). A maior parte da fortuna irá para os cinco filhos, nascidos de dois casamentos, para quem o testamento foi lido na véspera. O conteúdo do documento foi divulgado pela agência italiana Ansa.

As disposições relativas às múltiplas participações imobiliárias ou mesmo aos iates de Berlusconi não foram reveladas, até o momento.

Marina e Pier Silvio Berlusconi, nascidos do primeiro casamento do magnata da mídia com Carla Dall’Oglio, herdam juntos 53% da empresa familiar Fininvest, disse à AFP uma fonte financeira após a abertura do testamento. Os outros três filhos, Luigi, Eleonora e Bárbara, frutos do segundo casamento com a ex-atriz Verónica Lario, dividem os 47% restantes.

Berlusconi havia tomado essa decisão em relação à sucessão na Fininvest em 2006, pouco antes de ser hospitalizado em Milão.

A empresa familiar controla uma série de empresas, incluindo o grupo de televisão MediaForEurope (ex-Mediaset), dirigido por Pier Silvio Berlusconi; as edições Mondadori, presidida por Marina Berlusconi; e o banco Mediolanum.

O resultado líquido da Fininvest caiu 44% para 200 milhões de euros (pouco mais de R$ 1 bilhão) no ano passado, enquanto o seu volume de negócios se manteve praticamente estável nos 3,8 milhões de euros (R$ 20 milhões).

Última mensagem

O testamento de Berlusconi, que dominou a vida política italiana por décadas, foi acompanhado por uma frase manuscrita dirigida a seus filhos: “Obrigado. Sinto muito amor por todos vocês. Seu pai”.

Berlusconi, cujas origens patrimoniais permanecem envoltas em mistério, também deixa 100 milhões de euros (R$ 527 milhões) ao irmão Paolo, bem como 30 milhões de euros (R$ 158 mlhões) ao amigo e sócio Marcello Dell’Utri, cofundador da Forza Italia. Dell’Utri, foi preso na década de 2010 por atuar como intermediário entre Berlusconi e a máfia siciliana Cosa Nostra, nos anos 1970.

As disposições relativas a Marta Fascina e Dell’Utri, escritas a tinta preta e contidas em envelope não lacrado, datam de janeiro de 2022 e são assim justificadas pelo seu autor: “Pelo carinho que tive por eles e que eles tiveram por mim”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Congresso autoriza recriação do Programa de Aquisição de Alimentos
ONU vai criar regras para exploração mineral em águas internacionais
Pode te interessar