Terça-feira, 08 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de junho de 2026
Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção Brasileira na conquista do Tetra na Copa do Mundo de 1994, está com quadro de inflamação pulmonar e respira com o auxílio de aparelhos. O estado de saúde do ex-treinador de 83 anos foi atualizado nessa quinta-feira (18) pelo Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), onde ele está internado.
Parreira está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital e tem quadro estável, mas sem previsão de alta para o quarto. Ele enfrenta desde 2023 um linfoma de Hodgkin.
O Linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que acomete o sistema linfático. Desde que descobriu a doença, Parreira tem passado por sessões de quimioterapia.
Além de conquista o Tetra no comando da seleção, Parreira foi auxiliar de Zagallo na conquista do Tri em 1970 e treinou o Brasil na Copa de 2006. Ele também dirigiu Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait e África do Sul em Mundiais.
Ao longo da carreira, Parreira comandou clubes no Brasil e no exterior. No futebol brasileiro, treinou equipes como Fluminense, Corinthians, São Paulo, Santos e Atlético-MG.
Leia a nota do Hospital Samaritano: O Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, informa que o ex-técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com um quadro de inflamação pulmonar e respira com auxílio de aparelhos. O paciente encontra-se estável, sem previsão de alta para o quarto. A família agradece as manifestações de apoio.
Como a doença afeta o corpo? O câncer do sistema linfático do tipo linfoma de Hodgkin – que representa 20% de todos os casos de linfomas – provém, principalmente, dos gânglios linfáticos, com tumores surgindo comumente nas regiões do pescoço, virilha, tórax e axilas.
A partir do momento que os glóbulos brancos presentes no corpo sofrem mutação e se tornam malignos, eles são chamados de células de Reed-Sternberg, que são responsáveis por desencadear reações inflamatórias locais, atraindo células de defesa saudáveis. O resultado dessa mistura é o surgimento da massa tumoral, normalmente em um gânglio linfático.
Essas células malignas também são capazes de se espalhar de forma ordenada através dos vasos linfáticos, que estão presentes em quase todo o corpo. Posteriormente, podem atingir tecidos próximos, agravando o estágio do câncer do paciente.
Sintomas e diagnóstico precoce
Além do inchamento dos gânglios (ínguas), é importante estar atento a outros sintomas que podem indicar um possível quadro de linfoma de Hodgkin. Os “sintomas B”, descritos como um conjunto de três sinais sistêmicos comuns em doenças hematológicas, também devem receber atenção, como destaca Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center.
“Febre, sudorese à noite e emagrecimento – perda de peso não intencional – é o que chama mais atenção nos pacientes. (…) É basicamente assim que acabamos vendo os avanços dos sintomas. Em relação a sinais de detecção precoce, é importante cada paciente conhecer o seu corpo e, por acaso os gânglios aumentarem, já procurar um atendimento médico”, explica o médico.
Apesar de grave, a doença tem altas taxas de cura, a partir de diagnóstico precoce, que atingem os 90%. Schmidt completa que o crescimento de gânglios pode ser causado por diferentes motivos como infecções, inflamações e até doenças autoimunes, de forma que a avaliação de um especialista e uma possível biópsia são necessárias para o diagnóstico correto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da revista Galileu.
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