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Grêmio Executiva de futebol feminino do Grêmio é absolvida após denúncia de injúria racial

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Julgamento teve três votos a favor da absolvição e dois votos pela condenação. Caso ainda corre no âmbito criminal

Foto: Caroline Martins/Grêmio
Julgamento teve três votos a favor da absolvição e dois votos pela condenação. (Foto: Caroline Martins/Grêmio FBPA)

A executiva de futebol do Grêmio Feminino, Bárbara Fonseca, foi julgada e absolvida nessa sexta-feira (17) pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pela acusação de suposta injúria racial contra um torcedor do Internacional.

A 3ª Comissão Disciplinar do STJD decidiu absolver a dirigente no artigo 243-G do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) — que trata de prática de ato discriminatório —, por três votos a dois. O caso ainda corre no âmbito criminal, já que Bárbara foi indiciada pela Polícia Civil.

No primeiro voto, o relator Pedro Gonet entendeu que houve insuficiência de provas para fazer a condenação e votou pela absolvição de Bárbara e do Grêmio. Outros dois auditores votaram pela absolvição, além de dois votos por condenação de 120 dias para a dirigente. Já a absolvição do Grêmio, que também havia sido enquadrado no artigo 243-G, se deu por unanimidade.

O episódio teria ocorrido final do clássico Grenal, no dia 28 de março, pela quinta rodada do Brasileirão Feminino. Bárbara poderia ser suspensa por 360 dias, enquanto o clube gaúcho corria o risco de ser penalizado com perda de pontos no campeonato e uma multa de R$ 100 mil.

O caso ainda corre em âmbito criminal. A executiva já havia sido indiciada pela Polícia Civil por injúria racial na última quarta-feira. A investigação começou após a denúncia de um torcedor da torcida organizada Camisa 12, ligada ao Internacional. Ele relatou ter sido chamado de “macaco, filho da p…” por Bárbara Fonseca.

Realizada por meio da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, a investigação ouviu 11 pessoas, incluindo a vítima e a indiciada. Três testemunhas disseram terem escutado as ofensas raciais. As imagens das câmeras de segurança foram coletadas, mas não captaram o fato.

Em seu depoimento durante o julgamento do STJD, Bárbara disse que a confusão teve início após o fim do jogo do Grenal, quando um funcionário do Inter direcionou um xingamento para uma jogadora do Grêmio. A executiva contou que interpelou o funcionário, e depois disso parte dos torcedores colorados começaram a proferir xingamentos.

A suposta vítima da injúria teria dito “vai tomar no c…, vagabunda. Olha a vagabunda querendo reclamar”, segundo a versão apresentada pela dirigente nessa sexta. Bárbara, então, disse que retrucou com o mesmo xingamento e depois voltou para o vestiário. Na saída, foi informada por um capitão da Brigada Militar de que precisaria ir para a delegacia. (Com informações de O Globo)

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