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| Executivos da empreiteira Galvão Engenharia se contradizem em depoimentos

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Dario de Queiroz Galvão Filho, da Galvão Participações, foi preso na Operação Lava-Jato (Foto: Regis Filho/AG)

Três executivos e um ex-presidente da Galvão Engenharia, empreiteira investigada por suspeita de participar de desvios de recursos em contratos da Petrobras, se contradisseram em depoimentos prestados à Justiça Federal, nesta quarta-feira (06).

Enquanto Dario de Queiroz Galvão Filho, que preside a holding Galvão Participações – à qual a Galvão Engenharia é subordinada –; Eduardo de Queiroz Galvão, membro do Conselho de Administração da holding; e Jean Alberto Luscher Castro, ex-presidente da Galvão Engenharia; disseram não ter conhecimento dos pagamentos de propinas a partidos políticos, o presidente da Divisão de Óleo de Gás da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, afirmou que Dario e Jean tinham conhecimento do fato e argumentou que foram vítimas de extorsão.

No depoimento, Fonseca disse que não teria autonomia para tomar a decisão de pagar a propina sem a autorização de Dario. Declarou também que o assunto foi discutido em uma reunião com o presidente da holding e com o presidente da empreiteira. Dario, por sua vez, sustentou que a decisão de pagar a propina foi de Fonseca. “Eu não sabia. Se eu soubesse, não permitiria, de maneira alguma”, afirmou. “Veja a situação em que nós estamos hoje. A empresa acabou em recuperação judicial.”

Conforme o executivo, Fonseca falou das propinas apenas em conversas posteriores ao início da Operação Lava-Jato, e tratou do tema como se fosse “uma regra geral”. Os pagamentos, segundo ele, foram pontuais, e não vinculados a contratos específicos.

Jean também negou a existência da reunião. “Desconheço isso, excelência, até porque ele [Erton] tinha autonomia total para contratar e pagar”, afirmou ao juiz federal Sérgio Moro. Eduardo de Queiroz Galvão negou que qualquer funcionário da Galvão Engenharia tenha tratado sobre pagamento de propinas com ele. “Nunca participei de reunião, não conheço o senhor Alberto Youssef e muito menos o deputado José Janene [PP-PR, morto em 2010]. Não faço nem ideia de quem seja”, afirmou. (Folhapress)

 

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