Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2015
A parada no movimento de alta da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses, cuja mediana ficou em 10% em setembro, estável em relação a agosto, após sete meses seguidos de alta, sugere que o esforço da política monetária pode estar fazendo efeito sobre a percepção das pessoas. Porém, a alta do dólar ainda representa um risco.
A avaliação é de Pedro Costa Ferreira, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, que divulgou mais cedo o Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores. “Qual a transmissão e como os consumidores vão sentir isso? O pãozinho e outras coisas do dia a dia deverão ter reajustes”, afirmou, lembrando que apenas os consumidores de maior renda percebem a relação direta do câmbio nos gastos com passagens e viagens ao exterior.
Indicador
O Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores é obtido tendo por base as informações que são coletadas no âmbito da Sondagem do Consumidor. Esses dados são tomados mensalmente por meio de informações de mais de 2,1 mil brasileiros que residem em sete das principais capitais do País. A coleta do mês de setembro foi feita do dia 1 até essa segunda-feira. Não considera, portanto, a cotação do dólar acima de 4 reais, registrada pela primeira vez na história em um fechamento na terça-feira. (AE)
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