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Brasil Explicação de Dilma para nomeação de Lula foi “ridícula”, aponta jornal “The New York Times”

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A ideia é "matar" o processo de impeachment o mais rápido possível, caso contrário o governo "morrerá" em um prazo máximo de 60 dias e de forma melancólica (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Em duro editorial publicado nesta sexta-feira (18), o jornal norte-americano “The New York Times” afirmou que a presidenta Dilma Rousseff (PT) “luta por sobrevivência política”, mas que, “surpreendentemente, parece ter achado que tinha capital político de sobra” quando indicou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil.

Sua explicação para a indicação, de que Lula é um negociador de talento e, assim, ajudaria o Brasil a conter suas diversas crises, foi “ridícula”, segundo o jornal.

Para o “New York Times”, Dilma criou outra crise, “de confiança em seu próprio julgamento”. O texto diz que Lula e Dilma querem retardar o máximo possível o dia de julgamento de Lula “dando a ele as proteções da Justiça a que membros do governo têm direito”.

“Cerca de 50 autoridades – incluindo políticos de outros partidos – foram envolvidos no escândalo da Petrobras, e os brasileiros estão enojados com seus líderes, com razão. O último artifício do governo petista fez manifestantes irem às ruas pedir a renúncia de Dilma”, diz o editorial. “Se suas últimas manobras impelirem o impeachment para a linha de chegada, Dilma só poderá culpar a si mesma.” (Folhapress)

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