Domingo, 08 de novembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Exportação brasileira de carne cai 18% em maio

Compartilhe esta notícia:

O Brasil exportou 714.363 toneladas até maio, ante 732.647 toneladas de igual período de 2020. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

As exportações brasileiras de carne bovina in natura e processada recuaram 18% em maio na comparação com igual mês de 2020, de 182.856 para 150.711 toneladas, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. A receita teve queda de 7% na mesma base comparativa, passando de US$ 778,6 milhões para US$ 725,9 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o volume embarcado ao exterior é 2% menor do que o verificado em iguais meses do ano passado.

Segundo a Abrafrigo, o Brasil exportou 714.363 toneladas até maio, ante 732.647 toneladas de igual período de 2020. Já a receita soma US$ 3,24 bilhões, 2% a mais do que o valor faturado de janeiro a maio do ano passado, de US$ 3,16 bilhões.

A China – pelo continente e por Hong Kong – continua sendo a principal compradora do produto brasileiro, responsável pela aquisição de 418.160 toneladas nos primeiros cinco meses do ano. No ano passado, em igual período, o volume embarcado para o país asiático somava 413.648 toneladas.

A Abrafrigo informou que somente em maio a China comprou 87.231 toneladas, volume inferior às 118 mil toneladas adquiridas em maio de 2020.

Depois da potência asiática, o segundo maior importador da proteína bovina brasileira até maio foram os Estados Unidos. Segundo a entidade, o país adquiriu 33,7 mil toneladas no período, alta de 165,8% ante 2020, com a receita 149,4% maior.

O Chile ocupa a terceira posição, com 32,6 mil toneladas, avanço de 7,8% na comparação com 2020. Em seguida, as Filipinas, com 26,114 mil toneladas (+78,6%), os Emirados Árabes, com 19,027 mil toneladas (+11,8%), e o Egito, que comprou 17,596 mil toneladas (-55,2%).

No total, segundo a Abrafrigo, “66 países aumentaram o volume das importações e outros 75 diminuíram”, acrescentou a associação.

Consumo no Brasil

A pandemia da covid-19 provocou mudanças à mesa dos brasileiros, que cortaram o consumo de carne bovina para o menor nível em 25 anos, de acordo com dados do governo, que calcula a disponibilidade interna do produto subtraindo o volume exportado da produção nacional.

Não bastasse a perda de renda da população, os preços de cortes bovinos dispararam, na esteira de valores recordes da arroba do boi gordo, limitando o consumo interno, enquanto a China importa como nunca carnes do Brasil.

Agora, cada brasileiro consome 26,4 quilos desta proteína ao ano, queda de quase 14% em relação a 2019 — quando ainda não havia crise sanitária. Este é o menor nível desde 1996, início da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Só nos primeiros quatro meses do ano, o consumo per capita de carne bovina caiu mais de 4% em relação a 2020, estima a Conab.

A alta da carne bovina levou o brasileiro a procurar opções mais baratas, incluindo frangos e suínos. Além disso, o consumo de ovos, que o Brasil quase não exporta, chegou ao maior nível em 20 anos.

Enquanto o Brasil fica mais pobre, uma doença que dizimou boa parte do rebanho suíno da China diminuiu a oferta de carne naquele país, levando-o a importar mais proteína de outros lugares.

Isto ajudou a fomentar uma inflação global dos alimentos, que também assola o Brasil.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

PIX terá sistema para devolução de valores em caso de fraude ou falha
Produção de veículos no Brasil cresce em maio em comparação com abril
Pode te interessar