Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de janeiro de 2023
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu em 900 mil toneladas sua estimativa para a produção de soja no país nesta safra 2022/23, para 152,6 milhões de toneladas. O volume, quase 20% maior que o do ciclo 2021/22, ainda representa um recorde.
A expectativa para o processamento do grão foi mantida em 52,5 milhões de toneladas, também o maior da série histórica. A entidade realça que essa perspectiva considera o aumento do percentual de mistura de biodiesel no diesel para 15% (B15) a partir de março, de acordo com cronograma previsto na legislação.
A Abiove estima que os embarques de soja em grão vão atingir 92 milhões de toneladas neste ano. Para o farelo, a projeção é de 20 milhões de toneladas, e para o óleo de soja chega a 1,75 milhão de toneladas. A receita com as exportações do complexo soja (inclui grãos e derivados) deve chegar a US$ 65 bilhões, ante US$ 61 bilhões no ano passado.
Safra brasileira
Em outra frente, a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir mais um recorde em 2023, somando 296,2 milhões de toneladas, um crescimento de 12,6% ou 33,1 milhões de toneladas de grãos, de acordo com o 3º prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O aumento de dois dígitos previsto para 2023 é expressivo diante do recuo de 0,9% de 2021 e do crescimento modesto de 3,9% de 2022, com ambas as safras enfrentando problemas climáticos, verificados nos dois últimos anos. O ano de 2023 deve ser marcado por recordes na produção da soja e do milho
O aumento da produção deve-se, principalmente, a maior previsão para a soja (24,1% ou 28.835.920 toneladas), para o milho 1ª safra (16,2% ou 4.126.973 t), para o milho 2ª safra (2,5% ou 2.132.992 t), para o algodão herbáceo em caroço (1,3% ou 53.907 t), para o sorgo (5,3% ou 150.261 t) e para o feijão 1ª safra (3,7% ou 40.302 t).
“A soja é o principal destaque positivo porque vai puxar a alta em 2023, recuperando-se as perdas de 2022 quando caiu 11,4%. O milho também é destaque porque crescerá 5,7% em cima de uma safra recorde de 110,2 milhões de toneladas (25,4 milhões t na 1ª safra e 84,7 milhões t na 2ª) em 2022”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
Foram estimados declínios na produção de arroz (-3,4% ou -360.132 t), feijão 2ª safra (-9,9% ou -132.650 t), feijão 3ª safra (-1,0% ou -6.643 t) e trigo (-16,2% ou -1.626.045 t). Em relação ao 2º prognóstico, o crescimento foi de 0,8%, o que representou 2,2 milhões de toneladas. As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE.
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