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Rio Grande do Sul Exportações do Rio Grande do Sul acumulam alta de 0,3% em 2025

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Entre os setores que apresentaram crescimento, destacam-se fumo e seus produtos (+23%) e carnes (+16,9%).

Foto: Reprodução
Entre os setores que apresentaram crescimento, destacam-se fumo e seus produtos (+23%) e carnes (+16,9%). (Foto: Reprodução)

As exportações do Rio Grande do Sul cresceram 0,3% nos primeiros nove meses deste ano. Esse desempenho foi possível pelo resultado positivo no primeiro trimestre — quando se verificou uma alta de 12% —, que compensou as retrações de 5,2% no segundo trimestre e de 3,3% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2024.

As informações fazem parte do Boletim de Exportações, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

Entre os setores que apresentaram crescimento, destacam-se fumo e seus produtos (+23%), carnes (+16,9%) e veículos rodoviários (+40,3%).

As exportações de fumo não manufaturado aumentaram 23,5%, enquanto as vendas de carne bovina subiram 94,5% e as de carne suína 27,7%, compensando parcialmente o recuo da carne de frango.

Os cinco principais grupos exportadores entre julho e setembro de 2025 foram o complexo soja (US$ 1,9 bilhão), fumo e seus produtos (US$ 900,5 milhões), carnes (US$ 683,3 milhões), veículos rodoviários (US$ 354,6 milhões) e produtos florestais (US$ 256,9 milhões).

No terceiro trimestre, o total exportado pelo Estado somou US$ 6,0 bilhões, valor 3,3% menor que o registrado no mesmo período de 2024. A redução foi influenciada principalmente pela retração do complexo soja, cujas vendas externas caíram 12,8% (-US$ 279,7 milhões).

O resultado reflete a menor safra de 2025, afetada pela estiagem, o que reduziu a oferta de grãos e derivados industriais. O recuo foi de 11,7% nas exportações de soja em grão, 15,3% em farelo de soja e 24,4% em óleo de soja. Também contribuíram para a queda os segmentos de máquinas e equipamentos industriais (-42,4%) e produtos florestais (-23,7%).

Tarifaço

A política tarifária norte-americana, intensificada em julho pelo governo Donald Trump, com a elevação de tarifas de importação, afetou diretamente a competitividade de produtos brasileiros — especialmente do Rio Grande do Sul — no mercado estadunidense.

O estudo do DEE aponta que o ambiente global segue instável, com efeitos prolongados da guerra comercial travada pelos Estados Unidos e sem previsibilidade quanto à duração das medidas.

No terceiro trimestre, China, União Europeia, Argentina, Estados Unidos e Paraguai concentraram 57,9% das vendas externas do Rio Grande do Sul. A China respondeu por 28,9% das exportações, seguida da União Europeia (12,4%) e da Argentina (7%).

As maiores reduções ocorreram nas vendas para o Irã (-79,5%), Coreia do Sul (-48,9%) e Estados Unidos (-18,1%). No caso norte-americano, o desempenho foi impactado pela nova tarifa de 50% sobre produtos importados, implementada em agosto de 2025 pelo governo dos Estados Unidos.

Entre agosto e setembro, as exportações gaúchas para os EUA diminuíram 35,7%, o equivalente a US$ 118,4 milhões. O fumo não manufaturado (-US$ 51,8 milhões), as armas e munições (-US$ 24,6 milhões) e a celulose (-US$ 19 milhões) foram os produtos mais afetados, respondendo por cerca de 80% da retração no período.

De janeiro a setembro de 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 15,4 bilhões, resultado 0,3% superior ao verificado no mesmo período de 2024. O desempenho reflete a combinação de fatores climáticos — como a estiagem que reduziu a produção agrícola — e externos, marcados pela guerra tarifária entre os Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais, o que afetou o fluxo global de mercadorias.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, os cinco principais setores exportadores da economia gaúcha foram o complexo soja (US$ 3,5 bilhões), fumo e seus produtos (US$ 2,1 bilhões), carnes (US$ 1,9 bilhão), produtos florestais (US$ 889,5 milhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 886,5 milhões).

Os principais destinos das exportações do Estado foram China (21%), União Europeia (12,7%), Estados Unidos (8,8%), Argentina (7,2%), Vietnã (3,6%), Chile (2,7%), Paraguai (2,7%) e Uruguai (2,7%), que juntos responderam por 61,4% do total exportado no período.

Entre os mercados que mais cresceram, destacaram-se as vendas para a Argentina (+US$ 348,5 milhões; +45,7%), Indonésia (+US$ 264,1 milhões; +186,6%) e Singapura (+US$ 107,8 milhões; +69,8%). Em contrapartida, as maiores retrações ocorreram nas exportações destinadas à China (-US$ 505,7 milhões; -13,5%), Coreia do Sul (-US$ 212,3 milhões; -41,2%) e Irã (-US$ 201,3 milhões; -61,7%).

 

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