Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Henrique Casanova | 15 de outubro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Se tu não matavas as aulas de História no colégio, vais lembrar do Coronelismo, estrutura político-social que havia no Brasil no tempo da República Velha, entre 1889 e 1930, época em que a população brasileira vivia predominantemente no campo.
O termo “coronel” era um título herdado da antiga Guarda Nacional do período imperial. Era como a formalização de milícias locais onde o Estado dava poder aos latifundiários para proteger suas propriedades. Esses fazendeiros concentravam poder econômico, político e social em sua região, trocando empregos, alimentos, remédios e proteção pela fidelidade política dos trabalhadores que moravam próximo ou dentro das suas terras.
O voto na República Velha era aberto, todos podiam ver em quem a pessoa estava votando. Era comum então para os coronéis entregarem cédulas já preenchidas para os eleitores da sua região, que ficavam vulneráveis à pressão e às ameaças dos jagunços do coronel que fiscalizavam tudo de perto, circunstância que ficou conhecida como voto de cabresto.
Primeiro turno contabiliza 991 denúncias de assédio eleitoral
No contexto da campanha eleitoral desse segundo turno, com grandes manifestações populares e plenárias quase diárias em favor da reeleição do Presidente Lula por todo o Brasil, é preocupante pensar na provável intensificação do assédio eleitoral por parte dos empresários e latifundiários em cima dos trabalhadores.
São quase mil denúncias no primeiro turno, mas é claro que muitos casos não chegam a ser relatados pelo medo dos trabalhadores de perder seus empregos. Dos casos que apareceram na mídia, a grande maioria mostrava empresários pressionando e ameaçando funcionários para que votassem em Flávio Bolsonaro ou outros candidatos da Direita. Tal quadro é previsível já que o candidato do PL e seus apoiadores propõe o desmanche das leis trabalhistas de Getúlio Vargas.
Além da imoralidade e do caráter antiético de tal pressão, percebe-se nesses empresários e latifundiários um sentimento de impunidade que provavelmente é inspirado pela própria trajetória de Flávio Bolsonaro, que mesmo colecionando investigações diversas sobre supostos envolvimentos com esquemas financeiros e de corrupção, consegue ocupar espaço de candidato elegível à Presidência da República.
*Henrique Casanova
Jornalista e Geógrafo
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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Esse Jorge é um safado
O Jorge (jornalista e geógrafo) parece viver noutro mundo, onde não percebe que o verdadeiro “Coronel” está no mandato presidencial e através de medidas eleitoreiras como as anunciadas durante a campanha eleitoral, foram tomadas para marionetar o eleitorado menos esclarecido e aumentar a sua votação …