Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de março de 2021
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu certificado de boas práticas a três fábricas envolvidas na produção da vacina contra a covid-19 da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, e a uma unidade fabril que participará da produção no Brasil da vacina russa Sputnik V, informou o órgão regulador em nota.
Segundo a Anvisa, receberam os certificados de boas práticas três empresas envolvidas nas etapas de insumo farmacêutico ativo, formulação e envase da vacina da Janssen.
“Com isso a Anvisa finalizou as análises de todas as fábricas citadas no pedido de autorização para uso emergencial protocolado em 24/03/2021. Todas as empresas envolvidas estão devidamente certificadas”, informou a agência em nota.
Já no caso da Sputnik V, foi certificada a fábrica localizada em Guarulhos (SP), pertencente ao Grupo União Química, que será responsável pelos processos de formulação, esterilização e envase do insumo farmacêutico ativo da vacina, que será fabricado em Brasília (DF).
De acordo com a Anvisa, a União Química ainda não pediu a inspeção da fábrica que fará o IFA da vacina, pois ainda está em processo de transferência de tecnologia.
Todas essas certificações foram publicadas na edição desta terça do Diário Oficial da União (DOU). A etapa é um dos requisitos para obtenção de registro ou autorização emergencial de uso para imunizantes no Brasil.
Também foi publicada no DOU a rejeição pela Anvisa do certificado de boas práticas de fabricação da unidade que produz na Índia a vacina Covaxin, da indiana Bharat Biotech.
Acordos
O Brasil possui acordo com a Janssen para a aquisição de 38 milhões de doses da vacina da empresa, aplicada em dose única, com previsão de entrega de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.
O Ministério da Saúde também tem acordo para compra de 10 milhões de doses da Sputnik V. O Consórcio Nordeste, que reúne governadores da região, anunciou parceria para receber 37 milhões de doses.
No último domingo (28), a Anvisa suspendeu os prazos de análise do pedido de uso emergencial da Sputnik V no Brasil, alegando a ausência de documentos necessários, mas afirmou que manteria o processo em andamento.
Qualquer imunizante só pode ser aplicado no Brasil após obter autorização para uso emergencial ou registro da Anvisa.
No momento, as únicas vacinas contra a covid-19 habilitadas para aplicação no Brasil são as de Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech, que obtiveram registro, e a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, autorizada para uso emergencial.
Os comentários estão desativados.