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Mundo “Fabriquem seus produtos nos Estados Unidos”, disse Donald Trump a Apple após as ações da empresa despencarem

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Para presidente americano, gigante de tecnologia deveria deixar de produzir na China. (Foto: Reprodução)

O presidente Donald Trump incentivou nesta sexta-feira (4) a Apple a produzir seus smartphones, tablets e afins nos Estados Unidos, em vez de na China.

“A Apple fabrica seus produtos na China. Eu disse a Tim Cook (diretor-executivo da empresa), que é um de meus amigos: fabrique seus produtos nos EUA”, disse Trump  numa entrevista coletiva.

A declaração vem um dia depois que as ações da Apple caíram quase 10%, em resposta a uma revisão para baixo de seu faturamento.

Segundo a gigante de tecnologia, o resultado do último trimestre de 2018 seria de US$ 84 bilhões, contra previsões anteriores de US$ 89 bilhões a US$ 93 bilhões. Foi a primeira vez que a Apple reduziu sua projeção de receita em quase duas décadas.

Foi a primeira vez que a Apple reduziu sua projeção de receita em quase duas décadas. O diretor-executivo da Apple, Tim Cook, disse que as vendas de iPhone tinham sido reduzidas pela “desaceleração econômica, especialmente na Grande China” — que engloba China e Taiwan.

Conforme Kevin Hassett, diretor do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, a guerra comercial entre Estados Unidos e China vai afetar não somente a Apple, mas várias outras empresas americanas.

“Não vai ser apenas a Apple”, disse Hassett em entrevista à rede CNN. “Há um bocado de empresas nos EUA com negócios na China que vão ver suas receitas caírem até que consigamos fechar um acordo com os chineses.”

De acordo com o assessor, a desaceleração da economia da China está diminuindo as vendas das empresas americanas no país, mas, em compensação, isso dará ao presidente americano Donald Trump uma vantagem na hora de negociar sobre comércio com o governo chinês.

“Esse cenário põe bastante pressão na China para fechar um acordo”, disse.

No longo prazo, as companhias americanas podem se beneficiar, apesar das perdas iniciais.

“Se tivermos sucesso na negociação com a China, as vendas da Apple, assim como a de todas as outras empresas, vão se recuperar”, afirmou Hassett, que acrescentou que o crescimento econômico dos EUA prosseguirá forte.

Para Hassett, o anúncio da fabricante do iPhone era “algo esperado”.

“A economia chinesa está desacelerando de um modo que nunca vi em uma década. Isso vai ser ruim para as empresas americanas operando lá.”

A Casa Branca alertou que, com a guerra comercial entre os EUA e o país asiático, outras empresas americanas também terão perdas.

 

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