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Brasil Falsas informações sobre uma nova greve de caminhoneiros estão atemorizando a população

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A Ceasa do Rio Grande do Sul informou que vai abrir normalmente na segunda-feira. (Foto: Divulgação/Ceasa-RS)

Após a divulgação de áudios e vídeos em redes sociais sobre a possível retomada da greve dos caminhoneiros, o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou que “não passam de meros boatos para criar um clima de preocupação”. Os principais sindicatos do País também negaram a volta do movimento, e, segundo informações do jornal O Dia, na Ceasa-RJ (Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro) os comerciantes, apesar de tensos, confirmaram o reabastecimento dos produtos para os próximos dias.

A Ceasa do Rio Grande do Sul também negou que pararia de funcionar. “Ao contrário dos boatos que circulam no mercado, a diretoria da Ceasa/RS informa que a Central de Abastecimento estará aberta NORMALMENTE nesta segunda-feira, dia 4 de junho”, informou.

Nas mensagens que circularam principalmente pelo WhatsApp, homens que dizem ser caminhoneiros alertam sobre uma nova greve a partir deste domingo (3). “Não existe esta articulação para retomar a paralisação. Trata-se de um boato que inclusive vai ser investigado pela Polícia Federal”, declarou Jungmann, acrescentando que sempre pode haver manifestações pontuais, “mas nada sequer parecido com o que tivemos no movimento dos caminhoneiros [nos últimos dias]”.

O Palácio do Planalto produziu vídeos para redes sociais em que nega a notícia de que haverá novo movimento de paralisação dos caminhoneiros nos próximos dias. O material diz que “caminhoneiros de verdade” voltaram ao trabalho com o acordo fechado com o governo e a suposta mobilização é organizada por radicais que “tentam botar medo nas pessoas espalhando mentiras por aí”.

Presidente da Associação dos Comerciantes da Ceasa-RJ, Waldir Lemos, disse ter recebido as mensagens, mas desconfiou. “Depois do desabastecimento ficamos tensos com essa informação, mas vários comerciantes entraram em contato com os caminhoneiros, que negaram a volta da greve e confirmaram que o fornecimento vai ser normalizado até segunda-feira”.

A razão da nova paralisação, justificada nos áudios e vídeos na internet, seria um suposto veto do presidente Michel Temer (MDB) à redução de R$ 0,46 no preço do diesel. A medida, no entanto, já está em vigor, segundo o governo. “Da nossa parte esse rumor não procede. Não estamos envolvidos em nenhuma nova paralisação”, afirmou a porta-voz da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), Carolina Rangel, ao portal de notícias UOL.

Ao site Paraná Portal, os representantes da Confederação Nacional dos Transportares Autônomos e da União Nacional dos Caminhoneiros também desmentiram a mobilização. “A greve dos caminhoneiros está resolvida”, ponderou o diretor do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ourinhos (SP), Ariovaldo Almeida Jr.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, esclareceu que os órgãos de inteligência estão atentos à divulgação de informações que incitem a retomada da paralisação. O jornal Folha de São Paulo noticiou que em Brasília, um grupo de caminhoneiros deve tentar se reunir no domingo para cobrar do governo a redução de outros combustíveis, mas que a adesão é baixa.

“Segunda-feira, se não tiver uma conversa com o governo, toda a categoria vai decidir o que vai ser”, disse o motorista Wallace Landim, uma das lideranças da greve em Goiás, em um vídeo.

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