Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2026
O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda de sua história, afirmou nessa quinta-feira (26) a consultoria IDC. A projeção leva em conta a crise da memória RAM, que envolve a escassez de chips de memória para produzir os aparelhos.
A expectativa é de que as fabricantes venderão juntas 1,1 bilhão de smartphones em todo o mundo este ano, 12,9% menos do que em 2025, disse a IDC.
A consultoria disse que a situação não deverá melhorar até meados de 2027 e projetou que, no próximo ano, as vendas crescerão apenas 2%. Para 2028, a expectativa é de uma recuperação, com crescimento de 5,2%.
Ainda segundo a IDC, a crise afetará principalmente as vendas de celulares Android de baixo custo. Por outro lado, Apple e Samsung não deverão ser tão afetadas por terem um posicionamento forte entre aparelhos topo de linha, afirmou o relatório.
Os chips de RAM (sigla em inglês para “memória de acesso aleatório”) guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente.
Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.
A oferta de chips de memória tradicionais tem diminuído à medida que fabricantes têm direcionado os seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.
A crise dos chips de memória não causará apenas uma queda temporária nas vendas, mas forçará uma reestruturação do mercado, avaliou Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, à Reuters.
“As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso”, disse Popal à Bloomberg. “O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise”.
Com a oferta menor, os preços para chips de processamento e de armazenamento subiram, o que impacta as margens de lucro de fabricantes de celulares.
A IDC afirmou que a média de preço de smartphones deverá subir 14% em 2026 por conta de uma mudança de estratégia das fabricantes em busca de aparelhos que garantam uma margem de lucro maior.
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