Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2015
Um médico em São Luís (MA) xingou um farmacêutico que não entendeu a letra dele em uma receita. Os xingamentos foram escritos junto com o nome do remédio. O caso virou polêmica nas redes sociais e foi parar nos conselhos regionais de farmácia e medicina.
O médico otorrino João Bentivi não gostou de ter que reescrever uma receita dada a um de seus pacientes que não foi entendida por um farmacêutico por causa da caligrafia. A nova receita seguiu com a prescrição e com um bilhete para o farmacêutico, que foi chamado de imbecil e analfabeto. “Na realidade eu tô até um pouco arrependido, porque na hora que eu fiz aquele bilhete, eu me igualei a ele. Eu de fato não deveria ter feito aquele bilhete. Mas já tá feito. E eu reitero os adjetivos postos pra ele (sic)”, disse.
O Conselho Regional de Farmácia do Maranhão quer que o médico se retrate. Para a presidente do conselho do estado, Maria José Luna, o farmacêutico atendeu uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “O mínimo que o Conselho de Farmácia pede aos médicos é que respeite também o farmacêutico. O farmacêutico tá aí pra atender a uma resolução da Anvisa. Se ele prescreveu de forma incorreta, corrija. Não faz mal”, afirmou.
O conselho Regional de Medicina do Maranhão vai fazer uma sindicância pra decidir se abre um processo ético contra o médico João Bentivi. O CRM concordou com a atitude do farmacêutico de pedir uma nova receita. A lei federal nº 5.991, em vigor desde 1975, determina que “somente será aviada a receita: que estiver escrita a tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais”. (AG)
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