Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

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Agro Farsul e Fundação Pró-Sementes apresentam pesquisas sobre produtividade da soja

Da esquerda para a direita José Hennigen, Carlos Sperotto, Jorge Rodrigues. FOTOS - Jackson Ciceri

A Farsul realizou na manhã desta terça-feira, 18, coletiva de imprensa para apresentar os resultados de pesquisa conduzidos pela Fundação Pró-Sementes em cinco estados brasileiros ao longo da safra verão 2014/2015. Trata-se dos ECR (Ensaios de Cultivares em Rede) de soja, que no último ciclo testaram a campo 76 cultivares de 10 obtentores em 21 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul em 30 ambientes distintos. A reunião foi coordenada pelo presidente da Farsul, Carlos Sperotto, ao lado de Jorge Rodrigues, diretor da Farsul e coordenador das comissões de grãos da entidade e João Augusto Telles, chefe da divisão técnica do Senar-RS. Pela Fundação Pró-Sementes, o diretor José Hennigen que detalhou os números e a parceria entre o Sistema Farsul e a Fundação, viabilizando o estudo que vem sendo feito há oito anos consecutivos no RS.

Segundo ele, a importância da utilização de cultivares procedentes dos ECR está em fornecer dados ao agricultor sobre rentabilidade das lavouras, produtividade e potencial genético, “ajudando na tomada de decisão”, como ele esclarece, na compra de sementes. No Rio Grande do Sul, a produção média é de 48 sacas, no entanto tem lavouras produzindo acima de 80 sacas, algumas ultrapassam a 100. O potencial de produção brasileira pode chegar a 150 sacas por hectare, segundo dados do Comitê Estratégico Soja Brasil. Os resultados variam e podem representar ganhos expressivos. Segundo Hennigen, no RS, por exemplo, uma produção de 5 sacas por hectares a mais, considerando o valor de 70 reais a saca, representaria um retorno financeiro de 350 reais. Computando toda a área plantada, isto daria 1,5 bilhão de reais, “valores que deixam de circular no Estado. Considerando a área plantada em todo o território nacional, representariam 13 bilhões de reais que igualmente deixam de circular no País”.

Nas avaliações tanto de Jorge Rodrigues como de João Augusto Telles , é relevante o trabalho da Farsul e do Senar-RS na comercialização de cultivares apropriadas por região, bem como o trabalho de orientação dado ao produtor para que possa colher cada vez mais. Sperotto mencionou o crescimento da tecnologia utilizada no campo, bem como a aceitação do produtor a todas elas, “o que agrega valor à produtividade e este é um conceito que tem que ser analisado”. No encerramento, o diretor da Fundação Pró-Sementes também registrou que em 20 anos o Brasil responderá por 40% da produção mundial de alimentos, um número que, sem dúvida, vai exigir aumento da produtividade das lavouras e muita informação levada ao homem do campo.

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