Domingo, 11 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de janeiro de 2017
Caso confirme o favoritismo à reeleição para presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) terá pela frente o desafio de aprovar reformas do governo Temer, sobretudo a da Previdência, e administrar eventual crise com novas delações da Lava-Jato envolvendo deputados.
Maia chega com força para vencer na quinta-feira (02) os outros dois candidatos na disputa: Jovair Arantes (PTB-GO) e André Figueiredo (PDT-CE). Foi se equilibrando no atendimento de demandas do Planalto e de parlamentares – inclusive os de oposição – que Maia se cacifou.
Acelerou projetos de interesse do governo, entre eles a PEC do teto dos gastos públicos, e costurou acordos para textos de interesse dos próprios deputados, como o que desconfigurou as medidas anticorrupção. Neste caso, tentando articular, inclusive, uma anistia ao crime de caixa dois.
Sua candidatura não sofreu abalos nem com a citação de seu nome na delação da Odebrecht, em que é apelidado de “Botafogo” e acusado de ter recebido R$ 600 mil, tampouco com as dúvidas jurídicas sobre a legalidade da sua reeleição.
A semana da eleição começa sob a incógnita sobre se a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, pautará as ações que questionam sua candidatura. A Constituição veda a reeleição do presidente em uma mesma legislatura, mas Maia alega que a regra não se aplica a quem se elegeu para um mandato temporário, como o caso dele, que assumiu em julho após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O Supremo deve protagonizar outros abalos na Câmara se abrir os sigilos da delação de 77 ex-executivos da Odebrecht. Vários deputados, incluindo Maia, serão mencionados, o que pode jogar em seu colo uma crise sem precedentes. (Folhapress)
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