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Fecoagro apresenta 2º levantamento dos custos de produção da Soja e do Milho para a safra 2021/2022

(Foto: Divulgação/ Fagner Almeida)

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) realizou uma coletiva on-line, nesta terça-feira (24), para apresentar o segundo levantamento dos custos de produção da Soja e do Milho para a safra 2021/2022. A pesquisa indicou elevação da ordem de 50% no período dos últimos 12 meses, tanto para a soja como no milho, levando por base os preços dos insumos, máquinas e implementos, entre outros.

O presidente da entidade, Paulo Pires, destacou que o atual cenário é preocupante devido o aumento de custo acentuado para a produção dos grãos. “A gente sabe que depois dos custos subirem, eles dificilmente retornam, então existe uma grande preocupação com a previsibilidade do resultados nas próximas safras”, comentou Pires.

A divulgação dos dados de custo de produção foram apresentados pelo economista da Fecoagro/RS, Tarcísio Minetto, com base nos primeiros dias de agosto. O estudo comparou os resultados de agosto deste ano, com o mesmo período de anos anteriores (2020 e 2019).

Em relação a soja, o custo total de produção por hectare será de R$ 5.408,23 para o produtor rural. Já o custo variável operacional para pagar o desembolso da soja ficará em R$ 3.657,80 por hectare. “Em condições normais, o produtor deve colher 60 sacas por hectare. O que chamou atenção nesse estudo, comparado com o que foi feito em maio, é a elevação do número em relação de troca, o produtor vai precisar colher mais soja para poder pagar tanto o custo total, como o desembolso que é o custo variável operacional”, destacou Minetto.

Nessa segunda estimativa para a produção da soja foi apontada uma necessidade de produzir 35,58 sacas por hectare para cobrir o custo total de produção, um aumento de 13,72%, em relação à safra passada. No custo variável de desembolso, o produtor vai precisar colher 24,06 sacas de soja por hectare para cobrir os gastos operacionais da oleaginosa, 17,56% a mais. Os produtores terão uma elevação de custo total de produção de 48,45% e no desembolso aumento de 53,46%.

Segundo o economista da FecoAgro/RS, Tarcísio Minetto, os significativos aumentos de custos é reflexo da elevação dos preços principalmente dos fertilizantes, maquinas e equipamentos agrícolas, combustível e demais insumos relacionados a produção, que em alguns casos superaram a 100% os preços para quem deixou para comprar os insumos na boca do plantio, além da falta de alguns insumos no mercado que elevaram as cotações.

Para a cultura do milho, o cálculo indica que o custo total de produção ficará em R$ 7.653,15 por hectare, um aumento nominal de 52,01%. Com isso o custo operacional ficou em R$ 5.456,49 por hectare, aumento de R$ 1.884,04 por hectare. Para que o produtor possa cobrir o custo, segundo levantamento da federação, ele terá que produzir 60,70 sacas de milho por hectare ao preço de R$ 89,90 a saca, ou seja 16,69 sacas a menos que na temporada anterior, e vai precisar colher 85,13 sacas para cobrir o custo total de produção, uma redução de 21,95% por hectare.

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