Quinta-feira, 02 de julho de 2026
Por Gisele Flores | 2 de julho de 2026
Fecomércio-RS destaca obras estratégicas para impulsionar a infraestrutura e a competitividade do Rio Grande do Sul
Foto: Reprodução.
A Fecomércio-RS apresentou sua Agenda Institucional de Infraestrutura de Transportes, documento que consolida as principais demandas do setor de comércio, serviços e turismo em relação a obras e investimentos considerados essenciais para fortalecer a competitividade da economia gaúcha. O estudo, elaborado com base em consultas aos sindicatos empresariais de todas as regiões do Estado, defende uma política permanente de investimentos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias — pilares que sustentam o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.
O setor de comércio e serviços representa mais de 50% do PIB gaúcho e gera cerca de 1,6 milhão de empregos diretos, segundo o Observatório do Comércio da Fecomércio-RS. A entidade alerta que gargalos logísticos históricos comprometem a produtividade e a capacidade de atração de investimentos, tornando urgente uma agenda coordenada entre Estado e União.
Infraestrutura como eixo de desenvolvimento
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, reforça que a qualificação da infraestrutura deve ser tratada como prioridade estratégica: “Infraestrutura eficiente significa menor custo para produzir, maior capacidade de atrair investimentos, fortalecimento das empresas locais, geração de empregos e mais desenvolvimento para todas as regiões gaúchas. Essa agenda traduz demandas concretas do setor produtivo e aponta prioridades fundamentais para que o Rio Grande do Sul amplie sua capacidade de crescimento econômico de forma sustentável.”
A agenda mapeia obras prioritárias em sete mesorregiões — do Centro Ocidental ao Sudoeste — com foco em conectar polos produtivos e ampliar a eficiência logística.
Obras estruturantes
Entre as demandas federais, estão a duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas, a BR-392 entre Santo Ângelo e Santa Maria, a BR-158 entre Santa Maria e Iraí e a BR-386 entre Iraí e Tio Hugo. Também figuram os viadutos da Serra das Antas na BR-470, a ligação a seco entre Rio Grande e São José do Norte e investimentos na Ferrovia Malha Sul.
No âmbito estadual, a Fecomércio-RS defende a duplicação da RSC-287, melhorias na ERS-453 (Rota do Sol), recuperação da ERS-786 no Litoral Norte, reestruturação da ERS-494, pavimentação da ERS-403 entre Cachoeira do Sul e Rio Pardo e continuidade de acessos asfálticos em municípios ainda sem ligação pavimentada. A entidade também destaca a necessidade de manutenção de acostamentos, reforço da sinalização e recuperação de estruturas afetadas por eventos climáticos extremos.
Aeroportos e hidrovias
O documento contempla ainda a modernização do aeroporto da Base Aérea de Santa Maria, o avanço do Aeroporto de Vila Oliva em Caxias do Sul e investimentos em aeródromos regionais no Noroeste gaúcho. No sistema hidroviário, defende dragagem, balizamento e sinalização para ampliar a segurança da navegação e consolidar as hidrovias como alternativa logística.
Três perspectivas complementares
A agenda da Fecomércio-RS combina três visões que se complementam:
Para o especialista em logística e transportes Carlos Schneider, o estudo “traduz uma visão pragmática e regionalizada, que dialoga com o setor produtivo e com o poder público”. Ele avalia que o Rio Grande do Sul precisa de uma política de infraestrutura integrada:
“O Estado tem uma economia diversificada, mas enfrenta gargalos históricos. Sem duplicação de rodovias e integração ferroviária, o custo logístico se torna um entrave para a competitividade. A agenda da Fecomércio é um chamado para que o Estado e a União priorizem investimentos estruturantes.”
Sem infraestrutura não existe progresso
A Agenda Institucional de Infraestrutura de Transportes da Fecomércio-RS sintetiza o consenso entre empresários e especialistas: sem infraestrutura moderna, o Rio Grande do Sul perde capacidade de competir e de crescer de forma sustentável. O documento une o pragmatismo técnico, a visão econômica e o olhar institucional, reforçando a necessidade de uma política permanente de investimentos capaz de transformar logística em desenvolvimento. (por Gisele Flores)
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