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Colunistas Feminicídio: quando o medo e o silêncio matam

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(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O Rio Grande do Sul volta a conviver com números que envergonham e entristecem. Em 2025, o Rio Grande do Sul atingiu a triste marca de 80 casos de feminicídios, ante os 73 de 2024. Neste início de ano, ao menos duas mulheres tiveram suas vidas interrompidas pela violência de gênero, deixando famílias devastadas e uma sociedade que precisa, urgentemente, assumir sua responsabilidade diante dessa realidade. Não são casos isolados. Trata-se de um problema estrutural, que exige ação permanente do poder público, com orçamento e ações efetivas e um posicionamento firme de toda a sociedade.

O feminicídio é o desfecho mais cruel de uma escalada de violências que, muitas vezes, começa com o controle, o medo, a humilhação e a omissão. Por isso, enfrentar esse crime exige mais do que indignação: exige políticas públicas, rede de proteção fortalecida, informação e educação.

Nesse enfrentamento, é fundamental destacar o papel da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, como um espaço permanente de acolhimento, orientação e encaminhamento das denúncias. Quando estive à frente da Procuradoria, busquei dar voz às mulheres, cobrar políticas públicas e garantir o cumprimento da legislação. No ano passado, estive ao lado das colegas parlamentares para garantir a recriação da Secretaria das Mulheres.

No entanto, é preciso ir além da resposta ao crime consumado. O combate à violência de gênero também passa pela educação. Falar sobre respeito, igualdade, direitos das mulheres e enfrentamento à violência desde cedo é uma estratégia essencial de prevenção. As escolas não podem se furtar desse debate. Pelo contrário: precisam ser espaços de formação cidadã, onde crianças e adolescentes aprendam que violência não é normal, não é aceitável e não é privada.

Enquanto o feminicídio continuar fazendo parte da nossa realidade, não podemos nos dar ao luxo da indiferença. Proteger as mulheres é um dever do Estado, mas também um compromisso coletivo. Cada feminicídio é uma falha social que precisa ser enfrentada com coragem, políticas públicas e educação. Porque nenhuma mulher pode perder a vida simplesmente por ser mulher.

Patrícia Alba
Deputada Estadual (MDB) e Presidente da Comissão de Educação da ALRS

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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