Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de novembro de 2021
Fernanda Montenegro é até hoje a única brasileira indicada ao Oscar de melhor atriz.
Foto: DilvugaçãoCandidata única à cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL), Fernanda Montenegro foi eleita nesta quinta-feira (4) a mais nova imortal da entidade. A atriz de 92 anos ocupará o posto vago desde março do ano passado, com a morte do diplomata e político Affonso Arinos de Mello Franco. A falta de concorrentes ao posto é apontada pelo meio como uma deferência à grande dama do cinema e da dramaturgia brasileira.
A sessão ocorreu a portas fechadas, em reunião com participações presenciais dos acadêmicos. A atriz recebeu 32 votos. Também houve dois votos em branco.
“Fernanda Montenegro é um dos grandes ícones da cultura brasileira. Intelectual engajada e sensível leitora do real. Sua presença enriquece os laços profundos da Academia com as artes cênicas. Com ela, adentram, luminosos, tantos, personagens, que marcaram gerações, passado, presente e futuro”, declarou o presidente da ABL, Marco Lucchesi.
A cadeira que será ocupada por Fernanda Montenegro tem como patrono o jornalista Hipólito da Costa e já pertenceu também ao filólogo e dicionarista Antônio Houaiss.
“Confesso que não esperava tal atitude, pois sou atriz e não escritora. Mas mantenho uma estreita ligação com a Academia, onde há um palco e no qual já me apresentei algumas vezes”, disse Fernanda. Ela também falou sobre ensinamentos que a pandemia pode nos deixar: “De que precisamos nos unir para deter a tragédia e não permitir que esse assunto continue sendo tratado como um processo criminosamente político, ou seja, cuja intenção é saber como faturar com isso e deixando em segundo plano o que realmente importa, que é salvar vidas”.
Fernanda Montenegro é até hoje a única brasileira indicada ao Oscar de melhor atriz, com a atuação em “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, quando interpretou a protagonista Dora. O assunto voltou à tona recentemente, depois que Gleen Close deu declarações indignadas com o fato de a brasileira não ter ficado com a estatueta na edição de 1999. Na ocasião, o prêmio ficou com Gwyneth Paltrow, pela atuação em “Shakespeare Apaixonado”.
Reverenciada como grande dama da dramaturgia brasileira, a atriz estrelou mais de 70 peças de teatro, pelo menos 30 novelas e coleciona prêmios nacionais e internacionais. A obra de relevância com a qual se inscreveu no pleito da ABL foi sua a biografia “Prólogo, ato e epílogo”, lançada em 2019 pela Companhia das Letras.
A eleição da cadeira 17 é a primeira das quatro previstas para novembro. A academia permanece com quatro de suas 40 cadeiras vagas. Na próxima quinta-feira (11), será escolhido o substituto para o assento 11, que será disputado pelo cantor Gilberto Gil e pelo poeta Salgado Maranhão. Haverá disputas ainda nos dias 18 e 25.
Embora seja uma entidade dedicada à literatura, a ABL tem procurado se abrir mais à cultura popular, o que a tem permitido incorporar expoentes de outras artes. Um exemplo disto foi a eleição do cineasta Cacá Diegues em 2019. A candidatura de Gilberto Gil vai nesta mesma direção.
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Figura arrogante, antipática, chega, sustentamos esta patota há mais de 40 anos, nós não a Globolixo.
😷👋 Parabéns a diva do cinema brasileiro; Fernanda Montenegro, sem dúvida mais do que merecido, talentosa e querida por todos que assistem contracenando tanto em novelas como no cinema! 💐👏👏👏👏👏👏🙌🙌😘
Onde PTralhas metem a mão, dá cacaca
“A falta de concorrentes ao posto é apontada pelo meio como uma deferência à grande dama do cinema e da dramaturgia brasileira.”
Realmente, a ABL perdeu sua essência de ser.
A”Última Flor do Lácio” agoniza; e, com o PTralha Gilberto Gil, será a”Última Pá de Cal!”
Lastimável, mas ponha lastimável nisso…é lastimável p´rá mais de metro…
Correto, sustentamos esta patota há mais de 40 anos, nós não a Globolixo.
cala essa boca velha rabugenta .museu ambulante.quer facilidade vai trabalhar na iniciativa privada.
Figura arrogante, antipática, chega, sustentamos esta patota há mais de 40 anos, nós não a Globolixo.
A ABL náo é para escritores (bons escritores)? O que ela já escreveu na vida?
Ja começou colocando a culpa no mito..asquerosa
Infelizmente esta senhora se aliou a banda podre da política por interesses pessoais, jogou seu trabalho no lixo e se tornou o mesmo, acusa o governo federal por cortar mordomias LEI ROUANET, que só tinha um objetivo sustentar malandros e parasitas do dinheiro público, artistas, músicos tem que trabalhar como qualquer cidadão, e não se fazer de vítima, o mais lamentável é indicar esta senhora para a academia brasileira de letras, Que se tornou uma instituição sem importância nenhuma pois a grande maioria dos seus membros nunca foram realmente escritores e sim indicados por uma panelinha de parasitas.
Nada contra. É inquestionável a importância dessa artista para a cultura do país. Mas penso que a Academia Brasileira de Letras seria para quem se dedica especificamente aos livros, já tão desprestigiados atualmente!
Mario Quintana foi preterido pelo aclamado poeta José Sarney….kkkkk
Agora, Luiz Coronel também é preterido por personagens “globais”. Vem aí Gilberto Gil e mais outros tantos.
Impossível competir.