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Brasil Fernandinho Beira-Mar vai a júri popular por mortes em rebelião no Rio

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Beira-Mar comandava a principal facção criminosa do Rio. O codinome Beira-Mar tem origem nesta favela da Baixada Fluminense, onde ele despontou como chefe do tráfico no início da década de 1990 (Foto: AE)

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar, será ouvido em júri popular no dia 13 de maio no Fórum do Rio, no Centro da Cidade. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (14) pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Beira Mar será julgado por homicídios qualificados durante a rebelião no presídio de Bangu 1, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, em 2001, quando pelo menos quatro traficantes de facções rivais foram mortos a mando dele.

O traficante foi, após este fato, transferido frequentemente de unidade de segurança máxima até chegar a Catanduvas, no Paraná, onde está atualmente preso. Por cada assassinato, Beira-Mar pode pegar 30 anos de prisão.

O traficante foi preso em maio de 2001 na Colômbia. Ele já havia sido condenado a 80 anos de prisão em 2013. A pena foi dividida em 30 anos por cada homicídio, dos também traficantes Antônio Alexandre Vieira Nunes e Edinei Thomaz Santos, e mais 20 anos por tentativa de homicídio, de Adaílton Cardoso de Lima, que sobreviveu.

Beira-Mar conseguiu abrir caminho dentro do presídio e invadir as galerias onde ficavam as facções rivais, tendo entre as vítimas o traficante Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, que teve o corpo dilacerado e queimado. Outros 19 criminosos participaram da ação junto com Beira-Mar.

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