Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2018
Durante ato de campanha na manhã desse sábado, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, voltou a defender a ideia de que armar a população só vai aumentar a violência. Ele também voltou a defender a atuação da PF (Polícia Federal) no combate ao crime organizado.
A manifestação foi feita a um grupo de repórteres ao participar de uma caminhada pela paz na favela de Heliópolis, uma das maiores comunidades de São Paulo, cidade da qual foi prefeito no período de 2013 a 2016. O petista aproveitou para falar de seus planos para o Brasil (caso vença o segundo turno da eleição, neste domingo) para combater a violência e reduzir os homicídios.
“Imagine as crianças e mulheres armadas, por exemplo. O que vai acontecer? Só vai aumentar a violência”, alertou. “As propostas de meu adversário já foram testadas em outros países e o número de homicídios só fez aumentar.”
Ele se referia a Jair Bolsonaro, cujo programa de governo prevê a reformulação do Estatuto do Desarmamento. Em diversas declarações públicas, o presidenciável do PSL se disse amplamente favorável à posse de armas-de-fogo como forma de garantir “o direito à legítima defesa do cidadão de bem”.
“A nossa proposta é que a PF assuma as responsabilidades de combater o crime organizado pra que as policias estaduais possam ajudar a comunidade a enfrentar o dia a dia da segurança pública”, ressaltou Haddad. “Essa é a nossa proposta. Para isso nós queremos duplicar o contingente da PF e assumir as responsabilidades nacionais.”
Virada e apoio
Sobre as expectativas para a votação deste domingo, Haddad disse estar confiante na vitória, apesar da liderança de Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. “Vai acontecer a virada. O Brasil está acordando!”, afirmou. Segundo as pesquisas divulgadas nesse sábado, véspera do pleito, Bolsonaro tem 54% e Haddad 46% (Ibope) ou 55% a 45% (Datafolha) – em ambos os levantamentos, a diferença entre os dois candidatos diminuiu.
Também nesse sábado, Haddad recebeu o apoio do advogado e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão. O petista disse que recebeu o apoio com “muita honra”. Já a esperada adesão do candidato derrotado no primeiro turno Ciro Gomes (PDT) não se confirmou: ele voltou de uma viagem pela Europa na noite de sexta-feira e divulgou um vídeo no qual se manifesta contra Bolsonaro mas não abre o voto em Haddad, “por questões práticas”.
Combate à corrupção
Na sexta-feira, Fernando Haddad participou de uma caminhada na na orla de Salvador (BA). Depois, ele se encontrou com um grupo de artistas e participou de de uma sabatina com jornalistas na TV Educativa da Bahia. Ele então disse sobre como pretende combater a corrupção nas empresas estatais:
“Eu tenho dito que, por exemplo, os controles internos que nós criamos nos ministérios, inclusive no que eu assumi, chefiei, o Ministério da Educação, tem que ser utilizados também nas estatais. Eu gerenciei um orçamento de R$ 100 bilhões durante sete anos e nunca houve dúvida sobre a boa gestão, ética desse orçamento. Isso, esses mecanismos têm que também ser utilizados nas estatais”.
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