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Política FHC e Lula defendem Argentina em embate contra governo Bolsonaro no Mercosul

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FHC e Lula almoçam juntos em São Paulo.

Foto: Reprodução/Twitter
FHC e Lula almoçam juntos em São Paulo.(Foto: Reprodução/Twitter)

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgaram neste sábado (5), uma nota assinada em conjunto contra a proposta de redução tarifária unilateral por parte do Mercosul. O texto apoia a posição de Alberto Fernández, presidente da Argentina, que é contrária à medida defendida pelo governo brasileiro.

“Concordarmos com a posição do presidente da Argentina, Alberto Fernández, de que este não é o momento para reduções tarifárias unilaterais por parte do Mercosul, sem nenhum benefício em favor das exportações do bloco”, diz o texto.

O governo de Jair Bolsonaro defende a redução gradativa da Tarifa Externa Comum (TEC) em pelo menos 20% a partir deste ano. Essa é a taxa cobrada por todos os países do Mercosul na importação de produtos de fora do bloco. A proposta é defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como um caminho para abrir e dinamizar a economia brasileira e apoiada também pelo Uruguai e pelo Paraguai.

Em abril, uma reunião de ministros dos países que compõem o Mercosul terminou com trocas de farpas entre os representantes dos ministérios da Economia do Brasil, Guedes, e da Argentina, Martín Guzmán, e sem acordo. O governo argentino chegou a apresentar uma alternativa mais complexa, para que cada país escolhesse alguns setores econômicos e produtos para reduzir tarifas. Porém, negociadores afirmaram que o Brasil tinha pressa para encerrar a discussão. Os impasses fizeram com que a Argentina abandonasse novas negociações do bloco, citando a pandemia de covid-19 como um dos motivos para adiar a abertura econômica.

Na nota, os ex-presidentes também defendem a manutenção da “integridade do bloco”, por meio do desenvolvimento industrial e tecnológico. “Concordamos também que é necessário manter a integridade do bloco, para que todos seus membros desenvolvam plenamente suas capacidades industriais e tecnológicas e participem de modo dinâmico e criativo na economia mundial contemporânea”, escrevem.

Esta é uma nova etapa da reaproximação entre FHC e Lula. No final de maio, eles almoçaram juntos, em um encontro promovido pelo ex-ministro Nelson Jobim. O movimento faz parte da estratégia do ex-presidente petista de se apresentar como um pré-candidato moderado, mirando as eleições de 2022. A aproximação incomodou o PSDB, que ainda busca definir o seu próprio concorrente à presidência.

Nota na íntegra

“Concordarmos com a posição do Presidente da Argentina, Alberto Fernández, de que este não é o momento para reduções tarifárias unilaterais por parte do Mercosul, sem nenhum benefício em favor das exportações do bloco. Concordamos também que é necessário manter a integridade do bloco, para que todos seus membros desenvolvam plenamente suas capacidades industriais e tecnológicas e participem de modo dinâmico e criativo na economia mundial contemporânea.”

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6 Comentários
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Hidem Hidem
6 de junho de 2021 18:55

Perfeito…. tipico modo operandis dos Terroristas….!!
O GOLPE TA AÍ….. SÓ CAI QUEM QUER….!!!

Fernando Krause
6 de junho de 2021 18:50

Esta “aproximação” mostra que estes dois nojentos sempre fizeram teatrinho quando falavam mal um do outro. Em vez de defenderem o país que os levou à presidência, defendem a socialista Argentina.
Dois CRÁPULAS que temos de sustentar!

Denise Goulart de Munhós
6 de junho de 2021 21:14

Saíram do armário!!!! Agora é evidente que ambos pertencem a esquerda: um esquerda caviar; outro esquerda traíra. Impressionante o egocentrismo exacerbado desses dois cidadãos, pois o importante para eles é estar no poder, o povo subjugado e o Brasil um mero integrante da União das Repúblicas Socialistas da América Latina, a URSAL, que eles querem criar.

Eduardo Seg
6 de junho de 2021 21:43

Desde quando a palavra de um ex presidiário tem importância.

Paulo César
6 de junho de 2021 23:28

Estes dois aí são Argentinos ?

Fernando Garrido
7 de junho de 2021 02:05

Esses crápulas sempre beneficiando outros países em detrimento do Brasil…
Em tempo: a Argentina também não aceitou contratos com a Pfizer, por causa das cláusulas abusivas…kkkkk aí pode, né????

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