Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de outubro de 2016
Um estudo internacional concluiu que pessoas que passam por situações em que ficam chateadas ou irritadas têm um risco mais de duas vezes maior de sofrerem um infarto na próxima hora. O mesmo vale para aqueles que se submetem a atividades físicas extenuantes.
Quando o episódio de perturbação emocional ocorre ao mesmo tempo da atividade física pesada, o risco de infarto mais do que triplica. Os resultados foram publicados na revista Circulation.
“Estudos anteriores exploraram esses gatilhos para infarto; no entanto, tiveram menos participantes ou foram feitos em um único país e os dados eram limitados a muitas partes do mundo”, disse Andrew Smyth, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade McMaster, no Canadá.
O levantamento avaliou dados de 12.461 pacientes com idade média de 58 anos provenientes de 52 países. Eles responderam a um questionário sobre o que tinha acontecido na hora anterior ao infarto, ocorrência que poderia ser considerada um gatilho.
De acordo com Smyth, gatilhos físicos e emocionais desempenham efeitos similares no organismo.
“Ambos podem aumentar a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, mudando o fluxo sanguíneo pelos vasos e reduzindo o aporte de sangue para o coração”, disse.
“Isso é particularmente importante em vasos sanguíneos que já estão estreitados por placas, o que pode bloquear o fluxo de sangue, levando ao infarto”, explica o especialista.
Sinais de infarto.
Os primeiros sinais de um infarto são dores no lado esquerdo do peito, que podem irradiar para pescoço, para o queixo e para o braço esquerdo, vômitos, náuseas e suor frio. Caso a pessoa tenha algum desses sintomas, o cardiologista Dante Senra aconselha correr para o médico. “Há um ditado em cardiologia que diz que tempo é músculo. Ou seja, o quanto antes for atendido, menos danos ao músculo cardíaco.”
Para homens acima dos 35 anos, o cuidado deve ser redobrado. As mulheres costumam correr riscos maiores após a menopausa.
Mais de 45% dos infartos são “silenciosos”.
Apesar dos sinais tradicionais, mais de 45% dos infartos são “silenciosos”, isto é, não provocam sintomas tão agudos e passam despercebidos, e assim suas vítimas estão expostas a um maior risco de desenvolverem doenças cardíacas e eventualmente morrerem. Isso é o que mostra uma pesquisa publicada no periódico científico Circulation, da Associação Americana do Coração.
“As consequências de um ataque cardíaco silencioso são tão ruins quanto as de um ataque cardíaco que é reconhecido quando está acontecendo”, alerta Elsayed Soliman, líder do estudo e diretor de cardiologia epidemiológica do Centro Médico de Wake Forest, na Carolina do Norte, EUA. “Mas como os pacientes não sabem que o que tiveram era um ataque cardíaco silencioso, eles podem não receber o tratamento necessária para prevenir outro no futuro”.
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