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Futebol A Fifa pediu um minuto de silêncio mundial em homenagem à Chapecoense

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Jogadores que sobreviveram à tragédia ainda tem na memória as horas de tensão. (Foto: Reprodução)

Como forma de homenagear as 71 vítimas do voo que levava a Chapecoense em acidente ocorrido há um ano, a Fifa determinou que todas as partidas no mundo realizadas na terça-feira e  nesta quarta-feira  respeitem um minuto de silêncio.

A entidade também produziu um documentário de 24 minutos falando sobre a tragédia e o processo de reerguimento do clube. Os quatro sobreviventes brasileiros foram ouvidos na produção: os jogadores Jackson Follmann, Alan Ruschel e Neto e o jornalista Rafael Henzel.

Na rodada do último fim de semana do Campeonato Brasileiro, a CBF já fez o mesmo tipo de homenagem antes do início das partidas. Na Série B, na última sexta-feira, jogadores do Figueirense entraram em campo para a partida contra o Paysandu com uma faixa homenageando as vítimas: “1 ano de saudade. O Figueirense se solidariza com os familiares das vítimas da maior tragédia do futebol”.

Homenagem na Itália

O Torino homenageará a Chapecoense. O time italiano jogará especialmente com uniforme verde contra a Atalanta no próximo sábado, pelo Campeonato Italiano.

Além da homenagem, o clube produzirá 1.500 uniformes verdes em alusão à Chape, cujo valor obtido será revertido para as vítimas do acidente.

O acidente aéreo da Chape comoveu o Torino, que também enfrentou tragédia do gênero. Em maio de 1949, o avião que transportava o elenco do time italiano caiu. Os 31 passageiros a bordo morreram. Dezoito deles defendiam o Torino, que na época possuía um dos melhores times da Europa.

Placa na Colômbia

A terça-feira foi marcada por uma série de tributos também na Colômbia. Na cidade de La Unión, próxima de Medellín, onde a aeronave caiu, uma placa com o nome de todas as vítimas e sobreviventes foi inaugurada.

Uma cápsula do tempo também foi feita e nela foram depositados diversos objetos, entre eles uma camisa autografada por todos os jogadores do Atlético Nacional (COL), adversário da Chapecoense na final da Sul-Americana de 2016. A cápsula só será aberta daqui a 40 anos.

Sem conclusão

Um ano após a tragédia aérea, autoridades não divulgaram pareceres conclusivos sobre a queda. Apurações conduzidas por órgãos colombianos e bolivianos produziram relatórios preliminares, mas ainda não cumpriram a promessa de entregar um laudo definitivo.

O Griaa (Grupo de Investigação de Acidentes Aéreos da Autoridade Aeronáutica), da Colômbia, enviou oito agentes ao município de La Unión no mesmo dia do desastre. O grupo confeccionou documento que foi consolidado no dia 22 de dezembro, de forma preliminar. O relatório apontou que o fato de não ter havido explosão reforçava a tese de falta de combustível.

Isso porque as 8,85 toneladas de combustível para o voo não reservavam margem para uma emergência. Além disso, a apuração sugeriu a hipótese de sobrepeso do avião. O mínimo estimado na decolagem era de 42,1 toneladas, acima do máximo permitido de 41,8.

Os colombianos também visitaram a Direção Geral de Aeronáutica GAC da Bolívia, e houve colaboração. Porém, a Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea) não providenciou nenhuma das informações solicitadas.

A Chapecoense pagou US$ 130 mil para fretar o voo da boliviana LaMia. Cabia à empresa levar a delegação rumo à Colômbia desde o Brasil –de Cumbica a Medellín, cumprindo eventuais escalas.

Entretanto, a LaMia estava proibida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) de operar nos aeroportos do Brasil, devido a irregularidades.

Além disso, a apólice de seguro da empresa estava suspensa por falta de pagamento. Pelo documento do seguro, a LaMia só poderia voar para Peru, países da África, Síria, Afeganistão e Iêmen. A delegação tomou um voo da empresa boliviana BOA até Santa Cruz de la Sierra e só então embarcou em aeronave da LaMia até Medellín.

De acordo com as leis bolivianas, seguradora e companhias aéreas têm obrigação de avisar as autoridades que a apólice estava em atraso. A agência nacional de aviação local também é responsável por checar a validade de seguros e evitar que companhias sem apólice operem.

Segundo o jornal boliviano El Deber, investigação do Ministério Público da Bolívia arrolou cinco pessoas como culpadas, mas a apuração ainda não foi encerrada.

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