Domingo, 06 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2018
No primeiro evento de campanha presidencial do PSL após o atentado contra o seu candidato nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro, o filho dele, candidato ao Senado pelo mesmo partido, Flávio Bolsonaro, pediu aos seus eleitores e simpatizantes presentes na praia de Copacabana, em pleno dia de sol, que a partir de agora “todos sejam Bolsonaro”.
Criticando muito a imprensa, a quem acusa de tratar com naturalidade o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – preso e condenado na Operação Lava-Jato e representado no evento por um homem fantasiado de presidiário – e tratar seu pai como um “monstro”, Flávio disse que o pai não foi esfaqueado porque poderia ser eleito presidente, “Mas porque já tinha sido eleito”, afirmou.
Aos gritos de mito, como costumam fazer quando Bolsonaro está presente, os apoiadores dos candidatos portavam muitas bandeiras do partido e do Brasil e aplaudiam a cada nova notícia dada por Flávio: “Ele já está andando! Está mais forte do que nunca!”, gritava Flávio, que pediu uma oração ao fim do discurso.
Depois, falando com jornalistas, disse que teme pela própria segurança porque considera o atentado um ato premeditado que visava a família toda. Ele informou que aumentou a segurança da campanha a senador e afirmou que em poucos dias será divulgado o resultado das investigações sobre o crime que co sidera premeditado, e não obra de um louco, “como diz parte da imprensa”.
“Apreenderam quatro celulares na pensão que o criminoso estava, ele tinha sim problemas mentais, afinal, foi do PSOL”, disse, sendo muito aplaudido. “Meu pai foi até onde pode, agora é com a gente.”
Violência e ódio
Outro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, negou que seu pai propague violência e ódio e culpou a esquerda por disseminar a intolerância no Brasil. As declarações de Eduardo se seguram a manifestações públicas do irmão, Flávio Bolsonaro, e do general da reserva Heleno Augusto Ribeiro, que organizou um ato de solidariedade ao aliado em Brasília.
“A pergunta que eu deixo no ar é: quem são os intolerantes? Quem é que são os radicais. Será que nós é que somos os intolerantes?”, disse ele, destacando que o agressor de Bolsonaro saiu vivo e sem ferimentos após o ataque feito em uma multidão de 20 mil pessoas.
“Ele já tomou purpurinada, já tomou ovada, agora tomou uma facada”, disse Eduardo Bolsonaro na frente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
“Tentaram tirar a vida de Jair Bolsonaro porque ele está muito próximo de chegar à Presidência para ser uma pessoa que muda o jogo entre a alternância de poder entre esquerda mais radical e outra mais moderada.”
Eduardo disse que uma facada, nas circunstâncias do evento em Juiz de Fora é muito mais “invasiva e letal” que um tiro naquela distância. “A faca entrou 12 centímetros. Se fosse uma arma de fogo teria sido uma lesão até menor.” Bolsonaro está na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Albert Einstein desde sexta-feira (7).
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