Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2015
O filho do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), foi incluído no rol de suspeitas da Operação Lava-Jato. Os delegados da PF (Polícia Federal) estudam investigá-lo por ter recebido 10 mil reais, em 2010, do empresário Raul Andres Ortuzar Ramirez, sócio da Hope Recursos Humanos, suspeita de pagar propina à consultoria de Dirceu no esquema de desvio da Petrobras.
Na prestação de contas da campanha eleitoral de Zeca, aparecem também doações de três delatores presos na última fase da Lava-Jato. Ramirez foi um dos alvos de condução coercitiva na 17 fase da operação da PF, juntamente com a prisão do ex-ministro José Dirceu.
As informações do possível envolvimento do deputado partiram de depoimentos de Milton Pascowitch, do seu irmão José Adolfo Pascowitch e do lobista e delator Julio Camargo, que têm suas movimentações bancárias analisadas pela PF. “Muita coisa ainda é objeto de avaliação. Não está isento que eventualmente o filho de José Dirceu também vá responder”, disse o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula.
Julio Camargo e os irmãos José Adolfo Pascowitch e Milton Pascowitch também doaram, cada um, 10 mil reais à campanha do deputado. O filho de Dirceu também recebeu 40 mil reais da empresa JD Assessoria e Consultoria. Já em 2014, não há registros no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de doações dos delatores a Zeca.
Substituições
O cerco está se fechando na Petrobras e algumas mudanças começam a surgir. Devido ao escândalo apurado pela Operação Lava-Jato, apadrinhados de políticos estão sendo trocados por técnicos. O movimento se soma à insatisfação com as mudanças no plano de investimentos da empresa e atinge aliados próximos à presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula. (Folhapress/AG)
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