Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de fevereiro de 2026
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, pediu nesse domingo (15) uma “intervenção militar humanitária” dos Estados Unidos após a brutal repressão aos protestos contra o atual regime de Teerã. A manifestação foi feita em um momento no qual o presidente norte-americano Donald Trump tem considerado a realização de ataques contra o país dos aiatolás.
“O povo iraniano deseja liberdade”, declarou Pahlavi, tratado com status de “príncipe exilado”. Ele disse que seu alerta é válido para outras nações do mundo, como parte de uma cruzada para aumentar as pressões internacionais sobre o regime.
Um dia antes, ele discursou em uma manifestação na Alemanha, ao participar da Conferência de Segurança de Munique: “Neste exato momento, há pessoas sendo executadas no Irã. Há pessoas sendo presas e torturadas. É por isso que uma intervenção é tão necessária, para salvar vidas que, de outra forma, continuarão sendo perdidas.”
Ao menos 6.490 manifestantes foram mortos no Irã desde que os protestos em massa começaram no final de dezembro, estima a agência de notícias norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA). Veículos de imprensa como a rede CNN, porém, dizem não poder verificar de forma independente tais números.
A próxima rodada de negociações diplomáticas entre os Estados Unios e Irã está prevista para esta terça-feira (17), em Genebra (Suíça). Donald Trump informou que busca um acordo nuclear com o governo de Teerã, mas não descartou a possibilidade de novos ataques contra o país. Ele inclusive ordenou um aumento da presença militar na região.
Na sexta-feira (13), o líder da Casa Branca sugeriu que uma mudança de regime. Algo que, segundo Pahlavi, o povo iraniano vem pedindo há muito tempo e poderia ser “a melhor coisa que poderia acontecer”.
Perfil
Reza Pahlavi, 66 anos, é um político iraniano e dissidente exilado nos Estados Unidos. Nascido em Teerã, é o filho mais velho do último líder da dinastia Pahlavi, o xá (rei) Mohamed Reza Pahlavi (1919-1980), que governou o país com o respaldo dos Estados Unidos de 1941 até 1979, quando foi derrubado pela Revolução Islâmica que colocou no comando os fundamentalistas religiosos conhecidos como “aiatolás”.
Desde então, o herdeiro se tornou um dos críticos mais conhecidos do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que está no poder desde 1989. Durante a atual crise causada pela guerra entre Israel e Irã, além dos ataques dos Estados Unidos às instalações nucleares iranianas, Pahlavi afirmou que esta é uma oportunidade única para avançar com uma “mudança de regime” em Teerã.
Ele considera que a República Islâmica está em sua posição mais fraca depois dos ataques sofridos, e que essa é uma “oportunidade sem precedentes” para derrotar Khamenei. (com informações da rede CNN)
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