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Brasil Filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro toma posse como senador

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A proposta de Flávio Bolsonaro é mais dura do que a aprovada na Câmara em 2015. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi um dos primeiros a fazer o juramento e tomar posse efetivamente do mandato de senador. Ele repetiu a frase de praxe que tem que ser dita por todos os parlamentares: “Assim o prometo”.

Desgastado pelo episódio de movimentações financeiras suspeitas envolvendo seu gabinete no Rio, ele tem sido escoltado por agentes da Polícia Legislativa.

O senador recém-empossado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou nesta sexta-feira que respeita a decisão de mais cedo do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, de determinar prosseguir com investigações criminais que envolvem o parlamentar por supostas movimentações financeiras atípicas e que não veio pedir foro na corte.

O filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou também que vai prestar “esclarecimentos sem problema nenhum” sobre o caso.

“Não vim pedir foro privilegiado. (O ministro Marco Aurélio) decidiu que era o Rio de Janeiro e assim vou fazer no Rio de Janeiro”, disse em entrevista, ao destacar que cabe ao STF analisar caso a caso onde uma investigação deve correr.

“A gente presta esclarecimentos sem problema nenhum. Tem que aguardar a tramitação do processo aí sem problema nenhum”, afirmou.

Em entrevista pouco após ser empossado no plenário do Senado, Flávio disse que o processo volta para o Rio e destacou que ainda há uma indefinição sobre se o caso contra ele vai correr na primeira instância ou na segunda instância.

“Aonde eu tiver que ir eu irei. Respeito a decisão do ministro Marco Aurélio. Vamos para o Rio de Janeiro”, disse.

Em outra entrevista, Flávio disse que não vai decepcionar os eleitores do Rio e vai trabalhar “muito” pela segurança pública e focará também sua atuação na reforma da Previdência e agenda econômica.

O senador disse que não há prazo para ele prestar depoimento na investigação criminal do MP-RJ.

O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta sexta (1º) um pedido do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para que as investigações sobre movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor seu tivessem provas anuladas sob a alegação de que deveriam ter tramitado na corte.

O ministro arquivou o pedido sem julgá-lo, o que, na prática, deve permitir a continuidade das apurações na primeira instância da Justiça do Rio de Janeiro.

Relator de uma reclamação apresentada ao Supremo por Flávio, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Marco Aurélio já havia sinalizado que decidiria dessa forma no primeiro dia após a volta do recesso forense.

A investigação partiu de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontou transações atípicas de Fabrício Queiroz, que trabalhou para Flávio na Assembleia Legislativa do Rio quando ele era deputado estadual.

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