Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2026
A eleição para o Senado neste ano renovou duas das três cadeiras de cada Estado.
Foto: ReproduçãoFilipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos senadores pelo Paraná neste domingo (4), no primeiro turno das eleições de 2026. Os dois candidatos ficaram com as maiores votações na disputa pelas duas cadeiras destinadas ao Estado no Senado Federal. Os mandatos terão duração de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.
Filipe Barros foi o candidato mais votado. Com a apuração ainda em andamento, ele ultrapassava 3 milhões de votos e tinha cerca de 27,4% dos votos válidos. Deltan Dallagnol aparecia na segunda colocação, com aproximadamente 2,8 milhões de votos e pouco mais de 25%. Alexandre Curi (Republicanos) ficou em terceiro lugar, seguido por Gleisi Hoffmann (PT). Os números podem sofrer pequenas alterações até a conclusão da totalização.
A eleição para o Senado neste ano renovou duas das três cadeiras de cada Estado. Por isso, os eleitores paranaenses escolheram dois candidatos para representar o Estado na Casa a partir do próximo ano. Filipe Barros e Dallagnol ocuparão as vagas que serão deixadas pelos atuais senadores cujos mandatos terminam ao final da legislatura.
Aos 35 anos, Filipe Barros nasceu em Londrina, no norte do Paraná. Advogado formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina, iniciou a trajetória política como vereador da cidade, entre 2017 e 2018. Depois, foi eleito deputado federal e permaneceu por dois mandatos na Câmara dos Deputados. Com a eleição para o Senado, ele terá um novo mandato no Congresso Nacional e será o senador mais jovem do país no momento da posse, segundo informações da Agência Senado.
Deltan Dallagnol, de 46 anos, nasceu em Pato Branco (PR) e é formado em Direito. Ele ganhou projeção nacional como procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, função que exerceu entre 2014 e 2020. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Paraná, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023. Depois da cassação, passou a atuar politicamente pelo Novo.
A candidatura de Dallagnol foi marcada por uma disputa judicial durante a campanha. O registro havia sido deferido com recurso pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e era questionado no TSE. Na véspera da eleição, uma decisão da Corte cassou a candidatura, mas, neste domingo (4), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, reverteu a decisão, permitindo que os votos fossem computados para o candidato.
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