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Brasil “Filmar professores em sala de aula é um direito”, declara o ministro da Educação

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Segundo o ministro, o objetivo não é “criar um clima de caça às bruxas” e os professores devem ficar tranquilos, pois “o direito de todos será preservado”. (Foto: Rafael Carvalho/Divulgação)

Para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, filmar professores em sala de aula é um direito dos alunos. Ele disse que ainda irá analisar o conteúdo dos vídeos compartilhados nas redes sociais no domingo (28) pelo presidente Jair Bolsonaro e por seu filho, Carlos, para saber se alguma irregularidade foi cometida pelos educadores.

“Não incentivo ninguém a filmar uma conversa na rua, mas elas têm direito de filmar. Isso é liberdade individual de cada um. Vou olhar os casos com calma. Não faremos nada de supetão”, afirmou  lembrando que, como professor da Universidade Federal de São Paulo sempre deixou que seus alunos gravassem as aulas e fotografassem a lousa. Segundo o ministro, o objetivo não é “criar um clima de caça às bruxas” e os professores devem ficar tranquilos, pois “o direito de todos será preservado”. Ele afirmou, porém, que podem ser necessárias medidas para “melhorar o ambiente escolar” nos casos relatados.

“Pelo que me foi descrito, o dinheiro do contribuinte não estava sendo gasto da melhor forma. Se eu tivesse pagando por uma aula dessas, eu me sentiria lesado. Agora, vamos olhar com calma e analisar dentro da lei o que pode ser feito, respeitando professores, alunos e pagadores de impostos”, disse. Bolsonaro compartilhou no Twitter um vídeo com a legenda “professor tem que ensinar e não doutrinar”. Ele mostra uma aluna questionando uma professora sobre críticas que teriam sido feitas por ela ao governo, ao projeto “Escola sem Partido” e ao guru bolsonarista, Olavo de Carvalho.

Minutos depois, Carlos compartilhou na mesma rede social um vídeo no qual um professor discutia com um aluno, gritava, e falava mal de Bolsonaro. Carlos publicou o vídeo com a legenda “Gravar/filmar aulas é ato de legítima defesa contra os predadores ideológicos disfarçados de professores”. O ministro afirmou que os professores não devem ficar “apavorados” e que têm liberdade para tecer comentários fora do horário da aula. “Claro que ele pode fazer comentários e pode ter sua opinião. Se ele fala qualquer coisa no intervalo, está no direito dele. Se a aula foi boa, o aluno aprendeu, não temos nada com isso”, disse.

Ayrton Senna

Vinte e cinco anos após a morte do irmão Ayrton Senna, Viviane Senna comanda o instituto que leva o nome do piloto. À frente do Instituto Ayrton Senna, que desenvolve projetos para a melhoria da educação no Brasil, ela diz que o maior desafio, no momento, é alfabetizar as crianças e garantir os ensinamentos básicos, como português, matemática e pensamento lógico, mas que também é preciso prepará-las para as demandas do século 21. Entre essas habilidades exigidas pelos novos tempos estariam liderança, trabalho em equipe, criatividade e flexibilidade. Para ela, é preciso apoiar o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que o Brasil consiga superar o seu grande desafio na área educacional.

“O ministro da Educação entende esses desafios. Ele participou desse período de transição, onde foi apresentado um diagnóstico da educação brasileira, a pedido do próprio presidente Bolsonaro. E essa importância da educação em ter foco na aprendizagem é do conhecimento dele. Eu acredito e tenho certeza de que ele e sua equipe estão muito focados em avançar nessa agenda”, afirmou Viviane.

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