Sábado, 03 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de dezembro de 2025
“Deixa a vida me levar…” é um dos versos mais famosos cantado por Zeca Pagodinho e que será eternizado também nas telas de cinema. A vida do sambista, de 66 anos, vai virar filme com o mesmo título da canção. E a produção já começou a busca por atores para interpretá-lo. Serão dois selecionados, um entre 16 e 20 anos de idade para a infância e adolescência, e outro artista entre 25 e 35 anos para viver a fase adulta. A produção quer semelhança física, claro, e também quem saiba cantar.
Como o carioca também canta que já passou por quase tudo nessa vida, o roteiro do longa começa desde a origem pobre, mas com o coração nobre, de Zeca no subúrbio do Rio de Janeiro nos anos 1970. Vai falar sobre como ele abandonou a quarta série, virou camelô, apontador de jogo do bicho, até brilhar com versos de improviso fazendo sucesso nas rodas de samba.
Na estrada, ele não esteve sozinho e fez grandes parceiros. Por isso, a direção de elenco, a cargo de Marcela Altberg, também está em busca de artistas para interpretar Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço.
“Um filme comovente sobre amizade, companheirismo, superação de dificuldades pela irreverência e pelo samba”, diz o texto enviado pela produção para a Ancine para conseguir recursos por meio de leis de incentivo.
Critérios
Em conversa com o site Metrópoles, a diretora de elenco Marcela Altberg explicou quais critérios estão guiando a seleção para o ator que dará vida ao protagonista. “Um ator que possa representar a totalidade do Zeca, que cante e toque. E, sim, que seja parecido com ele fisicamente e que tenha sua energia. No caso do Zeca e do Arlindo Cruz (precisa saber) tocar e cantar. Para Beth Carvalho, apenas cantar.”
Além da busca por intérpretes capazes de representar figuras conhecidas da música brasileira, o processo de seleção também envolve etapas específicas que definem quem avança ou não nos testes. Marcela explicou como funciona a dinâmica para quem se candidata às vagas do filme.
“Depois que receber a inscrição analiso o material recebido, que deve estar de acordo como que foi solicitado. Nessa chamada pedi link de atuação e link cantando. Mas no caso desse filme específico, que estamos representando pessoas que existem ou existiram, o primeiro ponto de corte é a semelhança física.”
Entre os personagens que terão peso na narrativa, Arlindo Cruz é um dos que mais despertam atenção, especialmente por conta da semelhança física entre o artista e seu filho, Arlindinho. A possibilidade de o herdeiro assumir o papel pode ser uma realidade. Pelo menos é o que Marcela adiantou e como a equipe tem lidado com essa expectativa. “Estamos estudando possibilidades para esse papel.”
Com o processo ainda em andamento, surgem questionamentos sobre possíveis nomes já desejados pela equipe. Marcela explicou que, por enquanto, não há favoritos definidos e que a etapa segue voltada para uma investigação ampla. “Essas são pessoas muito especiais e que geram muita identificação com o público. Nossa intenção é retratá-los da maneira mais fiel possível. Então, nesse momento estamos, fazendo uma pesquisa bem aberta mesmo.” As informações são do jornal Extra e do site Metrópoles.