Sábado, 24 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Fim da escala de trabalho 6×1 vai acelerar a automação, resultando na dispensa de trabalhadores

Compartilhe esta notícia:

A mão de obra, que já está escassa, vai encarecer ainda mais com a redução da jornada. (Foto: Reprodução)

A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Congresso pode acelerar mudanças na economia e causar impactos ainda não mensurados no mercado de trabalho brasileiro. A incorporação de novas tecnologias que, por exemplo, permitam ao consumidor fazer compras sem o auxílio de operadores de caixa pode se tornar o “novo normal” e, eventualmente, se estender a outros tipos de serviços em todo o País.

Não se trata de exagero. Uma indústria de Diadema (SP) especializada em caixas de autoatendimento para supermercados, atacados e atacarejos está trabalhando dobrado para atender à demanda. A empresa dobrou a produção de um ano para o outro e está com 3 mil pedidos em carteira, e isso tudo antes de a emenda constitucional ser promulgada.

Ainda são poucas as empresas que oferecem tecnologia amigável e moderna o suficiente para dispensar interferência humana na finalização de compras. No entanto, basta frequentar supermercados das grandes capitais para verificar o crescimento das áreas de autoatendimento e observar como um único operador é capaz de auxiliar vários clientes simultaneamente.

Com a mudança na escala de trabalho, quem não tem capital de giro nem acesso a crédito barato simplesmente reduzirá o horário de funcionamento de seus negócios e repassará o aumento de custo ao consumidor. Mas quem está em situação mais confortável e ainda hesitava em testar essa tecnologia em seus negócios ganhou um impulso adicional pela primeira opção. A mão de obra, que já está escassa, vai encarecer ainda mais com a redução da jornada, enquanto as despesas para aquisição ou aluguel desses equipamentos podem até ser elevadas no curto prazo, mas tendem a cair conforme sua massificação.

A bem da verdade, o Brasil já está bastante atrasado em relação a outros países. Se por aqui a automação ainda engatinha e o número de entregadores que prestam serviços por meio de aplicativos disparou, entregas feitas por drones e carros automatizados já são realidade em alguns lugares dos Estados Unidos e da China. O autoatendimento no comércio é regra há anos, assim como serviços mais simples, como o abastecimento de veículos em postos de combustíveis e o despacho de bagagens em aeroportos.

A tecnologia, a automação e a inteligência artificial podem transformar a economia e alavancar nossa produtividade, mas não virão sem dores nem consequências. Essa transformação eliminará milhões de empregos de baixa qualificação, que são justamente os que mais têm crescido, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os novos postos de trabalho que surgirão a partir dessa revolução tecnológica exigirão um nível de escolaridade e de treinamento que a grande maioria dos trabalhadores brasileiros, por ora, não tem. De que forma o País lidará com isso é uma incógnita. Mas esse é um problema que fica para depois das eleições. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

tags: economia

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Ministério da Justiça diz que mais de 264 mil profissionais vão atuar na segurança do 2º turno
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x