Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Futebol Final do Campeonato Paulista neste domingo terá sistema de biometria facial

Compartilhe esta notícia:

A tecnologia é adotada principalmente para combater a ação dos cambistas. (Foto: Divulgação)

Passados quase três meses desde que funcionou pela primeira vez o sistema de reconhecimento facial no Allianz Parque, a tecnologia, adotada principalmente para combater a ação dos cambistas, não foi implementada em todos os setores e entradas do estádio, apresentou falhas em algumas partidas e divide a opinião dos torcedores do Palmeiras. A final do Paulistão contra a Água Santa, neste domingo (9), pode ser o teste de fogo do sistema. O estádio estará com sua lotação máxima.

O Estadão ouviu relatos de palmeirenses que contaram ter tido problemas na hora de acessar o estádio com a biometria facial. A reportagem também identificou presencialmente falhas no equipamento em mais de um jogo do Palmeiras nas últimas semanas.

Para ter sua biometria facial registrada, o torcedor, seja sócio Avanti ou não, tem de fazer um cadastro por meio do site “ingressospalmeiras”. O funcionamento é simples: o equipamento identifica a imagem do torcedor associada ao ingresso comprado e libera a entrada. Há profissionais auxiliando nos acessos.

Segundo o clube, o sistema está sendo implementado de forma gradual. A estreia das novas catracas que identificam a face do torcedor foi feita, ainda como teste, em jogo-treino contra o Monte Azul, em 10 de janeiro. A primeira partida oficial com a tecnologia foi o clássico com o São Paulo, seis dias depois. Foi usada em mais cinco jogos – contra Inter de Limeira, RB Bragantino, Ferroviária, São Bernardo e Ituano.

No duelo mais recente do Palmeiras em casa, contra o Ituano, pela semifinal do Estadual, a biometria facial foi utilizada nos setores Central Leste, Central Oeste, Gol Sul e Superior Oeste. Ao Estadão, o clube justifica que, por se tratar de uma tecnologia inovadora, “o clube optou por implementá-la de forma gradual, a fim de identificar eventuais intercorrências e necessidades de mudança nos processos operacionais, sem comprometer a experiência do torcedor”.

Neste domingo, o reconhecimento facial funcionará nos setores Central Oeste, Superior Sul e Superior Oeste (Portão A) e Central Leste (Portão C) somente para sócios Avanti e torcedores comuns. Nos outros setores, o acesso ocorrerá com e-ticket ou ingresso impresso.

A ideia é que toda arena seja equipada com a tecnologia, mas isso dependerá da evolução do sistema. Por ora, o clube admite a existência de “intercorrências”, mas entende que elas servem para que o “sistema seja aperfeiçoado”. Mesmo com os infortúnios, considera satisfatória a experiência. “O processo de implementação da tecnologia tem ocorrido dentro do esperado e seguirá avançando até que o Allianz Parque se torne a primeira grande arena do mundo com biometria facial em 100% dos acessos”, planeja o Palmeiras.

No jogo com o Ituano, o Palmeiras diz que não foram verificadas falhas, tampouco demora nas catracas. No entanto, mais de um torcedor relatou o contrário à reportagem. Paulo Sabbadin, um entre os 200 mil cadastrados no sistema de reconhecimento facial, comprou ingressos para o Gol Sul, setor em que, diz, não havia catracas com a biometria facial. “O clube tinha anunciado que haveria o reconhecimento facial, mas acabou mudando de ideia no dia anterior”, conta.

Já Letícia Pozelli não teve o rosto reconhecido pelo equipamento. “Tinha muita gente ainda na fila e estava uma loucura para entrar, tanto que demorou mais do que o normal por conta da biometria”, afirma. Quando ocorre problema, a entrada do torcedor fica represada. A solução tem sido rápida.

O Palmeiras afirma que “estudos e medições realizados nos últimos jogos apontam que a nova tecnologia permite a entrada no estádio em torno de 50% a 60% mais rápido do que o sistema tradicional”, o da leitura dos ingressos. Segundo o clube, a maioria dos problemas está relacionada a erro no cadastramento ou registro do rosto de outra pessoa.

A alternativa que o Palmeiras oferece em caso de falhas da plataforma é acessar o estádio com o ingresso virtual, o e-ticket, ou o bilhete físico. Foi o que fez a arquiteta Andrea Lima, de 32 anos. “Fui a um jogo em que, de última hora, cancelaram o reconhecimento facial e usei o bilhete online.”

A despeito das dificuldades, ela é uma das que consideram benéfica a instalação da tecnologia no Allianz. A palmeirense Hayane Brasileiro, 37 anos, discorda. “Esse sistema prejudica o torcedor comum e a diretoria está pensando apenas em fazer o torcedor comum virar sócio do programa”, critica.

Somente cadastrados no sistema podem ter o rosto reconhecido. Para quem ganha convites, como os de empresas patrocinadoras, a entrada não tem cadastro facial por ora. É preciso fornecedor ao patrocinador o CPF do convidado.

Como forma de combater os cambistas, o Palmeiras pediu à Polícia Civil no ano passado a abertura de inquérito e restringiu o download do e-ticket a três horas antes do jogo, entre outras iniciativas. Mas o clube crê que a venda irregular de ingressos somente será solucionada quando a implementação do sistema de biometria facial for concluída. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Futebol

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Arthur Lira diz que o Congresso “não vai admitir retrocessos” no Marco do Saneamento
FBI diz que espiões russos fizeram negócios com o Brasil. Suspeitos viviam infiltrados no País como pessoas normais
Pode te interessar