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Economia Financial Times Group é vendido para grupo japonês Nikkei por 4,32 bilhões de reais

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O FT Group comanda as operações noticiosas da Pearson, como o "Financial Times" e alguns títulos correlatos, como a revista "The Banker". (Foto: Niklas Halle'n/AFP)

A editora britânica Pearson anunciou via comunicado nesta quinta-feira (23) a venda do Financial Times Group por 844 milhões euros (4,32 bilhões de reais) ao grupo de mídia japonês Nikkei Inc.

O FT Group comanda as operações noticiosas da Pearson, como o “Financial Times” e alguns títulos correlatos, como a revista “The Banker”.

O acordo para venda não inclui a participação de 50% da companhia no Economist Group, que edita a revista “The Economist”, ou uma propriedade do FT Group em One Southwark Bridge, em Londres, na Inglaterra.

A transação ainda deve passar por uma série de aprovações regulatórias, e deve ser fechada no quarto quadrimestre de 2015.

Isso baixará a cortina sobre seus 58 anos de controle da organização mundial de notícias sediada em Londres.
De acordo com o comunicado, uma contribuição de cerca de 90 milhões de euros será feita ao plano de pensão da Pearson após a transação ser fechada.

Segundo o presidente da companhia, John Fallon, “a Pearson atingiu um ponto de inflexão na mídia, trazido pelo crescimento explosivo do mobile e das redes sociais”.

Ele ainda revelou que a melhor forma de assegurar o sucesso comercial e jornalístico do FT é com a participação em uma companhia digital global.

A Pearson é a líder global no setor, com 40 mil funcionários e atuação em mais de 80 países.  No Brasil, a empresa comprou em 2013 a rede de escolas de idiomas Wizard (que incluía bandeiras como Yázigi e Skill) em 2013 por 2 bilhões de reais.

O Nikkei Inc é o maior grupo independente de mídia na Ásia. Ele edita o jornal “Nikkei”, além de livros, revistas, veículos digitais, serviços de bancos de dados e emissoras.

Histórico

A Pearson, que faz parte do índice de ações FTSE 100 da bolsa londrina, nos últimos anos vem se focando cada vez mais em suas operações de educação, centradas nos Estados Unidos.

Por isso, a venda do jornal global de negócios fundado em 1888 tem sido objeto de especulação há muito tempo.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, entre os interessados na venda, estavam a editora britânica Axel Springer, que edita o jornal alemão “Bild”, e as agências de notícias Thomson Reuters e Bloomberg.

Ações da Pearson

A companhia de educação teve um faturamento de 1,15 bilhão de euros (1,8 bilhão de dólares em valores atuais) no ano passado.

A Pearson deve anunciar seus resultados financeiros para o primeiro semestre de 2015 na sexta-feira (24). As ações da empresa, que caíram em 20% desde o final de março, mostravam alta de 2,2% no pregão da manhã, cotadas em 12,36 euros, em meio aos anúncios de que a venda estava próxima.

O acordo para venda não inclui a participação de 50% da companhia no Economist Group, que edita a revista "The Economist". (Foto: Niklas Halle'n/AFP)

O acordo para venda não inclui a participação de 50% da companhia no Economist Group, que edita a revista “The Economist”. (Foto: Niklas Halle’n/AFP)

O grupo não divulga os resultados do FT Group

A notícia surge em um momento de transformação no cenário da mídia, diante da expansão do papel de grandes grupos de internet, como o Google, na distribuição de notícias.

Em fevereiro, a empresa anunciou que a circulação do “Financial Times” havia subido em 10% ante o ano anterior, para quase 720 mil assinantes das versões em papel e online. As assinaturas do site FT.com registravam alta de 21%, para 504 mil.

Em abril, a Pearson projetou lucro por ação entre 75 e 80 pence (centavos de libra) este ano, ante 66 pence no ano passado.

Empresa perde contratos

A Pearson perdeu diversos e importantes contratos de educação este ano. No começo deste mês, o Estado de Nova York anunciou que substituiria a companhia pela Questar Assesment, uma empresa norte-americana de menor porte, como fornecedora de exames educacionais, em um contrato de cinco anos e 44 milhões de dólares.

Em abril, o Distrito Escolar Unificado de Los Angeles informou a Pearson e sua parceira Apple que estava cancelando um contrato para a aquisição de iPads e software educativo, afirmando estar “extremamente insatisfeito” com o trabalho anterior das duas companhias.

A empresa também perdeu neste ano seu monopólio sobre os exames educacionais no Texas, depois de 30 anos.
A confirmação da venda segue especulações publicadas na mídia.

Um artigo da Bloomberg no começo da semana havia informado que a Pearson estaria disposta a considerar ofertas pelo “Financial Times”.

Uma reportagem da Reuters na quinta-feira havia revelado que a companhia havia decidido vender o “Financial Times” a uma “empresa mundial de notícias digitais”, não identificada. (Folhapress)

 

 

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