Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

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Brasil Fiocruz entrega mais de 5 milhões de doses de vacina ao Ministério da Saúde nesta sexta, totalizando mais de 40 milhões

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Também foram distribuídos testes antígenos para diagnóstico da Covid às regiões escolhidas como piloto à ampliação do programa de testagem. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

A Fiocruz prevê entregar, nesta sexta-feira (21), cerca de 5,3 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Com isso, a fundação ultrapassa a marca de 40 milhões de doses entregues, sendo 36,2 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e o restante de doses importadas prontas da Índia.

A produção do imunizante foi interrompida temporariamente, a partir desta quinta-feira (20). Com a chegada da nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), prevista para dia 22 de maio, a expectativa é de que, já na próxima terça (25), a produção seja retomada normalmente.

Atualmente, a capacidade de produção da fundação atinge cerca de 1 milhão de doses por dia. Ao todo, a Fiocruz já produziu em torno de 50 milhões de doses do imunizante. As demais doses produzidas se encontram em diferentes etapas do processo de controle de qualidade.

Não há ainda previsão de que a interrupção temporária possa impactar entregas futuras. A fundação explicou que, caso haja impacto, será avaliado e comunicado mais à frente. “O cronograma de entregas permanece semanal, sempre às sextas-feiras, conforme pactuado com o Ministério da Saúde, seguindo a logística de distribuição definida pela pasta”, conclui a Fiocruz.

Gestantes

O Ministério da Saúde recomendou que gestantes e puérperas que já tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 do laboratório AstraZeneca devem aguardar o fim do puerpério (período de 45 dias após o parto) para receberem a segunda dose desse imunizante. A orientação, que consta de uma retificação de uma nota técnica, vale para cerca de 15 mil grávidas que receberam esse tipo de vacina.

A nota esclarece que a vacinação das gestantes e puérperas com comorbidades que não começaram a ser imunizadas deve ser feita com vacinas que não contenham vetor viral, como CoronaVac do Butantan ou a vacina da Pfizer. Já para as grávidas sem comorbidades pertencentes a outros grupos, como profissionais da saúde ou de outros serviços essenciais, a imunização fica condicionada à prescrição médica, após avaliação de benefício.

“Frente a ocorrência de um evento adverso grave pós-vacinação em uma gestante vacinada com a vacina AstraZeneca/Oxford/Fiocruz com possível associação causal com a vacina e em atendimento a uma solicitação da Anvisa, o Programa Nacional de Imunizações orienta a interrupção do uso da vacina covid-19 AstraZeneca/Oxford/Fiocruz em gestantes e puérperas”, como consta no documento. A decisão do Ministério ocorreu em 11 de maio.

O documento também esclarece que os riscos para outros grupos não comprometem os benefícios da vacina. “Ressalta-se no entanto que o perfil de benefício/risco desta vacina é ainda altamente favorável, e deverá continuar a ser utilizada pelos demais grupos”, diz o documento.

Desde 11 de maio, a aplicação da vacina neste grupo está suspensa em pelo menos 17 estados, após a morte de uma grávida no Rio de Janeiro depois de ter recebido a vacina da Oxford/AstraZeneca. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota técnica recomendando a suspensão do imunizante para grávidas com comorbidades, como vinha ocorrendo em alguns Estados. A última orientação da agência é para que seja seguida a bula atual do medicamento da AstraZeneca, na qual não consta o uso em gestantes.

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