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Rio Grande do Sul Fiscais apreendem quase 1 tonelada de alimentos impróprios ao consumo em dois supermercados no Vale do Taquari

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Ofensiva teve como alvo estabelecimentos em Lajeado. (Foto: Divulgação/MPRS)

Durante fiscalização em dois supermercados na cidade gaúcha de Lajeado (Vale do Taquari), a força-tarefa do programa “Segurança dos Alimentos” apreendeu nessa quinta-feira (12) mais de 900 quilos de produtos impróprios ao consumo humano. Ambos os estabelecimentos foram autuados devido a irregularidades como validade vencida e conservação inadequada.

Chamou atenção da equipe a grande quantidade de pizzas e lasanhas mantidas son congelamento sob temperatura fora das recomendações sanitárias. Também foram constatados problemas em artigos como margarina, queijos e embutidos, oferecendo risco à saúde dos consumidores. Os nomes das empresas não foram detalhados.

Pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul estiveram presentes os promotores Alcindo Luz Bastos da Silva Filho (Defesa do Consumidor de Porto Alegre) e João Pedro Togni (Lajeado), além de servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRS.

Também participaram da operação integrantes da Vigilância Sanitária e do Serviço de Inspeção Municipal, bem como funcionários da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Completam a lista agentres da Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil e da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar. As informações constam no site mprs.mp.br.

Serra Gaúcha

A ofensiva se deu um dia após a força-tarefa recolher e inutilizar, em Farroupilha (Serra Gaúcha) quase 8 toneladas de produtos impróprios ao consumo humano. Os agentes encontraram inclusive uma porção de bucho bovino com validade expirada em 2017.

Integrantes da operação se mostraram surpresos com o fato de esse volume expressivo de itens irregulares ter sido recolhido em apenas dois mercados. Do total apreendido, cerca de 90% era composto por carnes e pescados, muitos dos quais armazenados de forma inadequada, sem indicação de procedência, fora da temperatura permitida ou com fracionamento indevido.

Na lista de produtos ainda havia sucos, embutidos, queijos, margarina e produtos de padaria, como tortas e bolos. Outro problema constatado – e que tem sido relativamente comum nas ofensivas de fiscalização desse tipo – foi a venda de álcool em concentração proibida nesse tipo de estabelecimento.

Participaram da operação os já mencionados promotores Alcindo Luz Bastos da Silva Filho e Stéfano Lobato Kaltbach, acompanhados de servidores do Gaeco. Houve, ainda, o engajamento de representantes da Vigilância Sanitária e do Serviço de Inspeção do município, SES, Seapi, Decon/Polícia Civil e Patram/BM.

(Marcello Campos)

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