Sábado, 24 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de outubro de 2026
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma nova ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. A iniciativa, protocolada nessa sexta-feira (23), aponta suposto abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação durante a eleição presidencial de 2026.
Na representação encaminhada à Corte, a equipe do senador afirma que teria sido estruturada uma rede coordenada de comunicação digital em favor da candidatura petista. Segundo a acusação, a atuação envolveria plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp e X, com utilização de recursos financeiros, anúncios pagos e mobilização de perfis nas redes sociais para ampliar a divulgação de determinadas mensagens.
O material apresentado ao TSE reúne informações sobre despesas com publicidade, páginas sem identificação de responsáveis, repositórios de conteúdo e publicações que, conforme a campanha de Flávio, teriam sido organizadas de maneira coordenada. Na avaliação dos autores da ação, essas práticas teriam contribuído para aumentar a circulação de mensagens favoráveis a Lula e de conteúdos negativos direcionados ao senador do PL.
Entre os dados citados na representação estão 6.606 anúncios classificados pela campanha como “propaganda negativa” durante o período eleitoral. A despesa estimada com essas publicações varia entre R$ 1,54 milhão e R$ 2,49 milhões. Do total contabilizado, 1.818 anúncios teriam sido removidos pelas próprias plataformas digitais.
A petição também aponta a existência de 53 páginas cujos responsáveis não teriam sido identificados. Esses espaços estariam associados a 4.625 anúncios. Segundo a argumentação apresentada ao tribunal, parte das publicações teria sido utilizada para direcionar usuários a canais vinculados à candidatura petista.
Outro aspecto destacado pela campanha diz respeito aos pagamentos relacionados à publicidade. O documento menciona transações realizadas em diferentes moedas, entre elas reais, dólares e pesos colombianos. Para os responsáveis pela ação, essa diversidade seria um dos elementos que justificariam uma investigação sobre a origem dos recursos empregados na divulgação dos conteúdos.
A representação também cita 130 ordens de mobilização direcionadas a eleitores de Lula, publicadas entre os dias 8 e 21 de outubro. Além disso, afirma que 55 das 66 hashtags utilizadas alcançaram posições entre as dez mais populares nacionalmente.
Na avaliação da campanha de Flávio Bolsonaro, os números apresentados indicariam uma atuação coordenada de diferentes perfis para impulsionar conteúdos relacionados à disputa presidencial. Diante das suspeitas levantadas, a equipe solicita ao TSE a adoção de “medidas urgentes” para interromper as práticas apontadas, determinar a retirada de conteúdos e preservar provas digitais que possam contribuir para a análise do caso. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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