Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de setembro de 2026
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) criou uma fake news relacionada a padroeira do Brasil e “com ajuda de gente de dentro” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
“A maior fake news dessa campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida, algo que nunca, não existia esse movimento pra tirar ela de ser padroeira do Brasil, jamais existia, não tem projeto, não tem nada. O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente, essa é a realidade”, afirmou.
A CNBB emitiu uma nota afirmando que a acusação é injusta e que não teve qualquer envolvimento com o caso.
“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. (…) Mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a entidade.
Na última quinta (24), durante o programa Em Pauta, da GloboNews, a jornalista Maria Cristina Fernandes relatou haver um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A GloboNews esclareceu em uma correção que um projeto de lei sobre o assunto foi apresentado em 2007, que este projeto foi arquivado em 2008; que não existe nenhum projeto com esse conteúdo no Congresso atualmente; que também não há mobilização organizada de evangélicos neste sentido; e que a jornalista nunca fez associação entre esta suposta mobilização e a campanha de Flávio Bolsonaro.
Ao longo dos últimos dias, ganhou força nas redes sociais uma acusação de que Bolsonaro e políticos da direita teriam intenção de tirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
A afirmação foi desmentida por Flávio Bolsonaro em um vídeo que ele publicou nas redes sociais apontando a inexistência de intenção de fazer tal mudança.
Após a grande repercussão, o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão liminar, chamou de inverídica a associação feita entre a padroeira do Brasil e a família Bolsonaro e determinou que as plataformas digitais removessem publicações relacionadas à história, entre elas um post do humorista Antonio Tabet.
Decisão
No domingo (27), porém, o ministro Flávio Dino anulou os efeitos da decisão de Mendonça, permitindo que a publicação de Tabet pudesse ser refeita, para “proteger a liberdade de expressão”.
O ministro afirmou que a decisão de Mendonça fere a liberdade de eleitores cobrarem de candidatos suas posições políticas.
Ele também disse que o post não chegou a citar o nome de Flávio Bolsonaro. A publicação diz: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolver atacar Nossa Senhora Aparecida”.
“Esta Corte assentou que é excepcional qualquer tipo de intervenção estatal na divulgação de notícias e de opiniões, na medida em que a liberdade de expressão é pré-condição para o exercício esclarecido dos demais direitos e liberdades”, afirmou Dino. (Com informações do portal g1)
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Nos comícios de Flávio NAO TÊM NENHUMA MULHER NO TRIO ELÉTRICO. SO HOMENS
POR QUÊ??