Sexta-feira, 04 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2026
Grupo religioso será um dos principais pilares da organização do evento, que costuma ser estratégico para o bolsonarismo.
Foto: Beto Barata/Agência SenadoA campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) criou uma comissão formada por lideranças evangélicas para auxiliar na organização da manifestação prevista para 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. O grupo deverá atuar na mobilização de fiéis e funcionará paralelamente ao núcleo central de articulação política da candidatura.
A estratégia representa uma mudança em relação a manifestações anteriores realizadas na Paulista, que tiveram participação e organização do pastor Silas Malafaia. Desta vez, segundo interlocutores, o PL optou por reunir representantes de diferentes denominações evangélicas para coordenar a mobilização do segmento.
A comissão reúne lideranças de grandes igrejas, entre elas a Assembleia de Deus – Missão, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), a Igreja do Evangelho Quadrangular e a Igreja Sara Nossa Terra.
A Avenida Paulista já foi reservada pelo partido para a realização do ato, considerado internamente um dos principais eventos da campanha de Flávio Bolsonaro para demonstrar capacidade de mobilização popular.
A manifestação ganhou importância após o resultado do evento de abertura da campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro. O ato reuniu menos de 10 mil pessoas e foi avaliado negativamente por integrantes da campanha, que agora pretendem transformar o 7 de Setembro em uma demonstração mais expressiva de apoio à candidatura.
A equipe de Flávio não trabalha com a expectativa de repetir os grandes públicos registrados em manifestações lideradas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A intenção, porém, é fazer da mobilização na Paulista o principal marco público de apoio à candidatura neste início de campanha.
Os atos de 7 de Setembro na Avenida Paulista se tornaram uma das principais manifestações do bolsonarismo nos últimos anos. O episódio de maior tensão entre os Poderes ocorreu em 2021, quando Jair Bolsonaro participou de um ato em São Paulo e fez ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes.
Na ocasião, Bolsonaro afirmou que não cumpriria mais decisões judiciais da Corte e chamou Moraes de “canalha”. As declarações provocaram uma crise institucional e levaram o ex-presidente Michel Temer a atuar na elaboração de uma carta destinada a reduzir a tensão entre os Poderes.
Em 2022, manifestações de 7 de Setembro foram realizadas em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Os eventos também geraram questionamentos e investigações sobre eventual utilização da estrutura pública durante o período eleitoral.
Para 2026, a campanha de Flávio Bolsonaro aposta na mobilização de diferentes setores do eleitorado bolsonarista, com destaque para o segmento evangélico, para ampliar a presença de apoiadores nas ruas e fortalecer a candidatura.
(Com jornal O Estado de S.Paulo)
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